"Entra água" e há "crianças deslocadas". BE leva estado das escolas à Assembleia Municipal de Lisboa

Rodrigo Cabrita/Global imagens (arquivo)
"Levámos esse assunto a vários debates do orçamento, mas, no mandato anterior, o executivo da Câmara Municipal escolheu não olhar para este problema, não resolver os problemas estruturais das escolas e com as adversas condições meteorológicas que se têm feito sentir os problemas pioraram", diz Maria Escaja à TSF
O Bloco de Esquerda leva ao debate na Assembleia Municipal de Lisboa o estado das escolas da capital, onde o estado que já era frágil piorou com as recentes tempestades.
"Já há algum tempo que o Bloco de Esquerda alertava a Câmara de Lisboa e o executivo de Carlos Moedas para as situações graves de várias escolas do município. Inclusivamente, levámos esse assunto a vários debates do orçamento, mas, no mandato anterior, o executivo da Câmara Municipal escolheu não olhar para este problema, não resolver os problemas estruturais das escolas e com as adversas condições meteorológicas que se têm feito sentir os problemas pioraram, as condições das escolas pioraram drasticamente", explica Maria Escaja, deputada municipal eleita pelo Bloco de Esquerda, à TSF.
A bloquista apresenta vários casos: "Posso dar o exemplo da Escola Básica Maria Barroso, que é onde entra a água na escola e inclusivamente os encarregados de educação já tiveram que ir buscar as crianças durante os dias de aulas, não tendo as crianças aulas. A Escola Básica Natália Correia, que foi encerrada após danos causados por uma obra de apartamentos de luxo no edifício ao lado, sendo que as obras dos apartamentos de luxo continuaram e as crianças estão deslocadas noutra escola em contentores. Como estas escolas, há várias outras. Há escolas que tiveram obras estruturais e que sofrem inundações outra vez. Escolas com infiltrações, escolas com curtos-circuitos frutos da água que se infiltra nas paredes."
Nesse sentido, o partido considera que "este seria o momento" para abordar o assunto na Assembleia Municipal, com o objetivo de alertar o executivo liderado por Carlos Moedas para os problemas e tornar "a discussão pública e participada".
"Não vamos esquecer que a educação é um pilar da cidadania e os alunos de Lisboa têm obviamente o direito a ter aulas em boas condições", afirma.
Maria Escaja revela que, na preparação do debate, o Bloco de Esquerda falou "com várias associações de pais e de professores", já que "alguns os problemas já estavam identificados" e já tinham sido alertados, mas "surgiram outros que foram transmitidos ao longo destas semanas".
"Este assunto tem que ser resolvido. Torna-se impossível dar aulas e ter aulas nestas condições e, portanto, esperamos que este debate traga finalmente uma solução para melhorar as condições nas escolas do município de Lisboa", conclui a deputada municipal.