Entre selfies e autógrafos em bandeiras de Portugal, Seguro apela a "solidariedade nacional" com vítimas da tempestade

António José Seguro
Créditos: José Coelho/Lusa
António José Seguro esteve, esta quinta-feira, em campanha por Almada. O candidato à Presidência da República fez um apelo ao país, na sequência da destruição provocada pela tempestade, mas também houve tempo para distribuir selfies e assinar bandeiras de Portugal.
"Deixe-me dar-lhe os parabéns antecipados", ouve António José Seguro, ao entrar no Café Central de Almada. "Não, não há parabéns antecipados!", apressa-se a responder. "Temos de ir todos votar!"
O candidato à Presidência da República não quer dar a vitória por garantida, nestas eleições, mas a postura é já presidencial - assim como a herança que do cargo recebe.
"Pode tirar uma foto comigo? É para mostrar às minhas netas", pede a Seguro uma senhora que por ele espera, à entrada do café. Haverá um novo rosto em Belém, mas, se for o de António José Seguro, as populares 'selfies' parecem ser para continuar. Se bem que com uma nova modalidade também a fazer-lhes concorrência.
"Pode assinar aqui esta bandeira? Na parte vermelha!", pede um grupo de jovens. "Senhor Seguro, assine uma bandeira para mim também, se faz favor", diz-lhe, logo de seguida, uma das funcionárias do café.
Entre as fotografias e as bandeiras de Portugal assinadas, António José Seguro lá consegue uns segundos para se sentar à mesa e tomar o pequeno-almoço.
"Queria mesmo uma torrada", revela. "E um café?", perguntam-lhe. "Se houver um chá...", responde.
E não tarda a que cheguem, numa bandeja. António José Seguro não consegue, contudo, dar mais de duas dentadas no pão de forma barrado com manteiga antes de voltar a ser abordado. Agora são jovens, estudantes do ensino secundário, que querem cumprimentá-lo.
"Vocês são estudantes de quê?", interroga-os o candidato presidencial. "Nós estamos em Economia", é a resposta. "Quem sabe vamos ter futuros ministros da Economia. As perspetivas é de trabalharem em Portugal?", prossegue Seguro. "Se pagarem bem", atiram os adolescentes. "Portugal é um país bom para viver, também tem de ser um país bom para trabalhar, sobretudo para os jovens", concretiza Seguro.
De regresso à torrada e ao chá, o tema da conversa à mesa passa a ser, inevitavelmente, a destruição causada pela tempestade dos últimos dias. Seguro revela que visitou a zona de Leiria, uma das mais fustigadas pelo temporal, na última noite.
"Ontem, quando ia para casa, comecei por ver nas Caldas da Rainha, no parque, muitas árvores qaue caíram, deram cabo de um muro, e outras situações... E disse: 'Não, eu não posso estar aqui sem ir a Leiria", conta.
Foi lá sozinho. Sem jornalistas nem microfones e câmaras atrás. Diz que não quer interferir com os trabalhos no terreno. Mas o que viu, confessa, impressionou-o. "É chocante."
O que viu leva-o a fazer um apelo. "É necessária muita solidariedade, a nível nacional, e que as instituições públicas possam responder mais eficazmente às pessoas", declara.
Apelo feito, António José Seguro faz-se à estrada, para também ele, enfrentar a chuva. É que a campanha continua. Mas, por agora, já só na sexta-feira. Por culpa do temporal, a ação que estava marcada para esta noite em Almeirim, no distrito de Santarém, acabou por ser cancelada.