Ministra antecipa dias "complexos" e mostra-se entusiasmada com nomeação para negociadora europeia na COP30

Maria da Graça Carvalho
Gerardo Santos/Global Imagens
A ministra portuguesa do Ambiente e Energia é a negociadora europeia para a área da tecnologia na 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. Maria da Graça Carvalho foi designada pela presidência dinamarquesa da União Europeia
Maria da Graça Carvalho antecipa dias longos, "complexos" e com poucas horas de sono, mas mostra-se entusiasmada com o desafio de representar a União Europeia nas negociações sobre tecnologia na Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP30), que decorre em Belém, no Brasil. A ministra do Ambiente e Energia considera que a função é "muito importante" e pode trazer benefícios tanto para Portugal como para a Europa.
"É uma tarefa sempre complexa, trabalhosa e geralmente demora muitas horas. As reuniões começam às 07h00 a nível nacional, depois às 08h00 ou 08h30 com a União Europeia e prolongam-se ao longo do dia. Nos últimos dias, chegam a acabar às 03h00, 04h00 ou 05h00 da manhã. Portanto, são dias complexos de negociação, mas este é um tema particularmente interessante, para mim", reagiu em declarações à TSF.
Sobre o que vai estar em causa nas negociações, Maria da Graça Carvalho revelou: "É preciso adotar tecnologias limpas, a transformação dos combustíveis fósseis para a produção de energia limpa e apoiar os países que têm mais dificuldade em fazer essa transferência."
Maria da Graça Carvalho levará também à mesa das negociações a posição portuguesa, que defende uma maior ajuda à transição energética em África e na América Latina. "Quanto mais boas relações tivermos nesta área tão importante, mais fácil é construirmos parcerias. E sermos parceiros é sempre bom", destacou.
A governante sublinhou ainda que já esteve envolvida em negociações internacionais, nomeadamente aquando da implementação do Protocolo de Quioto em 2005.