
General secretary od Portuguese Communist Party (PCP) Paulo Raimundo speaks at his campaign headquarters in Lisbon, Portugal, 18 January 2026. More than 11 million voters are called upon to elect the new President of the Portuguese Republic, who will succeed Marcelo Rebelo de Sousa, who has reached the limit of his terms in office. There are 11 accepted candidates, a record number. ANTÓNIO COTRIM/LUSA
António Cotrim/Lusa
Para o líder comunista, a "passagem à segunda volta de António José Seguro e André Ventura configura um quadro em que do desfecho das eleições não é possível afastar do exercício das funções presidenciais uma clara identificação com a política direita e o que ela representa de apoio e promoção dos interesses dos grupos económicos"
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, disse este domingo que o resultado de António Filipe nestas eleições fica "aquém do valor" da sua candidatura e que a passagem à segunda volta de Ventura "conduz ao voto" em Seguro.
"Esta é uma opção que exige de forma clara e evidente o voto contra a candidatura de André Ventura e que conduz o voto em António José Seguro", afirmou Paulo Raimundo, numa reação aos resultados das eleições presidenciais no hotel, em Lisboa, que serviu de quartel-general da candidatura de António Filipe.
Para o líder comunista, a "passagem à segunda volta de António José Seguro e André Ventura configura um quadro em que do desfecho das eleições não é possível afastar do exercício das funções presidenciais uma clara identificação com a política direita e o que ela representa de apoio e promoção dos interesses dos grupos económicos".
"Face às candidaturas em presença, impõe-se impedir a possibilidade de vir-se a instalar com o Presidente da República alguém que, para lado do compromisso com a política direita e de partilha de muitas das opções do atual Governo e de maioria parlamentar, assume de forma clara uma agenda e conceções reacionárias retrógradas antidemocráticas de questionamento do regime democrático e de ostensiva desvalorização e ataque à Revolução de Abril", afirmou.
