
Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros
Foto: Tiago Petinga/Lusa (arquivo)
O Ministério dos Negócios Estrangeiros expressa "sentidas condolências às famílias das vítimas, ao povo e autoridades australianas, bem como a toda a comunidade judaica"
O Governo português condenou este domingo veementemente o ataque contra uma festa judaica na praia de Bondi, na Austrália, que fez pelo menos 12 mortos, classificando como "um ato hediondo de antissemitismo".
"O Governo português condena veementemente o ataque contra a celebração de Hanukkah em Bondi Beach, na Austrália - um ato hediondo de antissemitismo", afirmou, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Na nota, o Executivo expressa "sentidas condolências às famílias das vítimas, ao povo e autoridades australianas, bem como a toda a comunidade judaica".
Dois atacantes dispararam este domingo contra uma multidão que celebrava o Hanukkah na praia de Bondi, em Sydney, no que a polícia australiana descreveu como um "ato terrorista" contra a comunidade judaica.
Pelo menos 12 pessoas morreram, incluindo um dos dois atacantes, e quase há três dezenas de feridos transportados para os hospitais da zona.
Mortes em tiroteios em massa são extremamente raras na Austrália. Um massacre em 1996 na cidade de Port Arthur, na Tasmânia, onde um atirador solitário matou 35 pessoas, levou o governo a endurecer drasticamente as leis sobre armas e tornou muito mais difícil para os australianos adquirirem armas de fogo.
