
Reprodução/Facebook Ricardo Sousa
À TSF, Ricardo Sousa anuncia que, "em princípio", não irá recorrer da exclusão da sua candidatura às presidenciais. "A experiência diz-nos que o retorno tem sido sempre negativo", justifica
Ricardo Sousa adianta que não deverá recorrer do chumbo da sua candidatura à Presidência da República, já que a "experiência" aponta que o "retorno tem sido sempre negativo".
Na terça-feira passada (dia 23 de dezembro), o Tribunal Constitucional anunciou que Ricardo Sousa estava fora da corrida a Belém por ter apresentado apenas 3761 válidas, sendo necessárias 7500 para disputar as eleições presidenciais.
Em declarações à TSF, revela agora que não deverá recorrer da decisãopara o Plenário do Tribunal Constitucional, ainda que esteja a ser feita essa ponderação.
"A informação que eu tenho da minha equipa é que não valerá a pena, dado que no passado, sempre que esses recursos foram apresentados, eles não tiveram provimento. Por isso não sabemos ainda, mas em princípio não o faremos, porque a experiência diz-nos que o retorno tem sido sempre negativo", justifica.
O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições também esclareceu à TSF que o recurso é uma ferramenta possível apenas durante o dia desta terça-feira. José Cardoso e Joana Amaral Dias, que também viram as suas candidaturas chumbadas, já anunciaram que irão recorrer.
Ricardo Sousa critica, contudo, a inclusão dos nomes dos candidatos cuja candidatura venha a ser defenitivamente excluída no boletim de voto.
"Não havendo uma candidatura legítima, não fará muito sentido estar no boletim de voto", entende.
E refere que, neste caso, a secretaria-geral do Ministério da Administração Interna e a Comissão Nacional de Eleições deveriam ter a "autorização" dos excluídos para poder usar "a imagem e o nome" dos mesmos.
A Comissão Nacional de Eleições já alertou que, bos casos em que haja uma "decisão definitiva de exclusão" de uma candidatura, algum voto nessa pessoa "será contabilizado como nulo".
O TC indicou na terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso, após não terem corrigido no prazo estipulado irregularidades que tinham sido identificadas.
Há assim 11 candidatos às eleições presidenciais: Gouveia e Melo, Marques Mendes, António Filipe, Catarina Martins, António José Seguro, Humberto Correia, André Pestana, Jorge Pinto, Cotrim Figueiredo, André Ventura e a do pintor e músico Manuel João Vieira.
