Se a democracia é uma casa a precisar de obras, Seguro traz artistas para pintarem as paredes

José Coelho/Lusa
Depois do frente a frente televisivo com André Ventura, a campanha de António José Seguro fez-se, esta quarta-feira, por Lisboa. O candidato teve um almoço com apoiantes vindos do setor da cultura. Artistas que defendem que, nestas eleições, é a democracia que está em causa. E que mesmo que o edifício precise de obras, não pode ser demolido.
Depois de 8 de fevereiro, ainda não sabe se tem os dias livres para um brunch, mas, esta quarta-feira, o programa de António José Seguro passa por um almoço com nomes do setor da Cultura, no Hub Criativo do Beato, em Lisboa.
Figura ilustres das artes - desde músicos a fotógrafos e cineastas -, mas também do universo socialista, como o poeta Manuel Alegre, marcaram presença.
O menu está servido: brandade de Bacalhau e chili vegetariano enchem os pratos, mas é no plano das ideias que está o verdadeiro menu.
"A Cultura é irmã mais nova da Educação. Acho que um povo que tenha Educação mas não tenha Cultura, continua a ser pobre", defende o cantor Agir, um dos artistas que dá a cara para apoiar António José Seguro, nestas presidenciais.
Considera que o candidato a Belém "é um pessoa que quer estar junto das pessoas, que não quer a Cultura lá só para enfeitar e para parecer bem". E defende que, nesta segunda volta, há muito em jogo.
"Uma total antidemocracia, a meu ver. E custa-me um bocado a acreditar que, nos tempos em que estamos a viver, é possível ficar indiferente."
O mesmo defende o cineasta Joaquim Leitão, outro dos nomes presentes neste almoço.
"Esta eleição é demasiado importante para as pessoas não se manifestarem vocalmente a favor da pessoa que é a única, neste momento, com um nível de experiência e de talento político para ocupar um lugar que antevejo que venha a ser complicado, porque o mundo está muito estranho", declara.
É esse "mundo estranho" que, leva também o músico João Gil a estar presente e que, acredita, fomenta a união de "gente de todos os quadrantes onde cabe a democracia".
"Sociais-democratas, liberais, democratas-cristãos, socialistas, ateus, crentes... Toda a gente cabe aqui nesta grande família da democracia", defende.
Porque a democracia, dizem os artistas, é uma casa a precisar de obras, mas que não pode ser demolida.
"Foi isso que nós erguemos a seguir ao 25 de Abri: um edifício que está longe de estar perfeito - está sempre tudo mal, não é? Mas cabe-nos a nós e às novas gerações ir continuando a construir a democracia", conclui.