Segunda volta? Ventura considera que direita tem de escolher entre "um socialista e um não-socialista

Presidential candidate André Ventura addresses supporters after advancing to the second round of the presidential elections at his campaign headquarters in Lisbon, Portugal, 18 January 2026. More than 11 million voters are called upon to elect the new President of the Portuguese Republic, who will succeed Marcelo Rebelo de Sousa, who has reached the limit of his terms in office. There are 11 accepted candidates, a record number. TIAGO PETINGA/LUSA
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Para André Ventura, "a direita ganhou as eleições"
André Ventura foi recebido em festa na sede de campanha, em Lisboa. O candidato começou por agradecer e reafirmar a ideia de que irá procurar "agregar a direita" para "liderar no espaço não socialista em Portugal".
"É preciso deixar isto claro: a direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos o voto de confiança para a liderar", atirou, com farpas a Luís Marques Mendes e João Cotrim Figueiredo: "Conseguimos derrotar o candidato de Montenegro e o candidato que se dizia neoliberal."
Já com um olho na segunda volta e em tom de campanha, André Ventura deixou desde claro aquilo que o distingue de António José Seguro e afirmou: "A luta que começa daqui a meia hora mobiliza-me mais do que qualquer outra, porque António José Seguro é o representante máximo do que o país não precisa. Vai ser uma luta contra o espaço socialista."
Para André Ventura, "a direita ganhou as eleições" e, a partir de agora, "é que vamos ver a fibra de PSD e Iniciativa Liberal". Têm de escolher entre "um socialista e um não-socialista, desafiou.
O candidato prosseguiu numa retórica de apelo ao voto, convicto de que pode vencer as eleições na segunda volta. "Não tenham medo da mudança. Confiem em mim na mudança segura, sem ser em António José Seguro."
