Seguro faz apelo para segunda volta: "Convido todos os democratas a juntarem-se a nós para juntos derrotarmos o extremismo"

José Coelho/Lusa
"Com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro", disse António José Seguro
O candidato mais votado da primeira volta das eleições presidenciais, António José Seguro, pediu este domingo o apoio de "todos os democratas" para derrotar "o extremismo" de André Ventura na segunda volta.
"Convido todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a juntarem-se a nós para juntos derrotarmos o extremismo e quem semeia ódio entre os portugueses", disse António José Seguro.
E já deixa o vaticínio para a segunda volta: "Com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro."
Começou o discurso da noite eleitoral por agradecer o apoio na sala e aos eleitores por terem ido às urnas.
Já a ouvir gritos de "boa noite, Presidente", vindo da plateia, Seguro dirigiu palavras de "apreço e respeito" a todos os candidatos que não passaram à segunda volta.
"Não há derrotados, porque somos todos democratas", disse, já com uma voz rouca.
Prometendo uma campanha para a segunda volta semelhante à primeira, o candidato presidencial realçou a "natureza independente" da candidatura, garantindo que recebeu votos "de todos os quadrantes políticos".
"Sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como Presidente da República", assegura.
António José Seguro garante que regressou à política "para unir os portugueses" e nunca dividirá as pessoas: "Serei o Presidente de todos os portugueses, serei o Presidente leal à Constituição, serei o Presidente para melhorar o que está bem e mudar o que está mal."
O candidato diz que é "inaceitável" o estado da Saúde, bem como a desiguldade entre géneros e os baixos salários e pensões.
António José Seguro pede "mais ambição" para criar mais riqueza para os jovens.
"A política ou serve para melhorar a vida das pessoas, ou então não serve para rigorosamente nada", atira.
"Se concordam comigo, se acreditam em Portugal como eu acredito, juntem-se a mim e faremos as próximas três semanas de campanha a festa da liberdade e da democracia", pede.