Sondagem: Seguro em queda, votos brancos e nulos atingem 10%. Indecisos também aumentam

Créditos: Manuel de Almeida/Lusa
Na sondagem diária da Pitagórica para TSF/JN, TVI/CNN Portugal, António José Seguro continua a ser o favorito para vencer as Presidenciais, mas mantém a tendência de queda
E já são nove os pontos perdidos por António José Seguro em apenas uma semana, ao mesmo tempo que crescem tanto as intenções de votos brancos e nulos como o número de indecisos.
Seguro caiu mais um ponto para os 52,8% (está em queda há seis dias) e André Ventura, estabilizado, regista 28,1%. Vale lembrar que são dados sem a distribuição proporcional de indecisos.
A quatro dias da escolha para Presidente da República, há 9% de inquiridos que hesitam sobre onde colocar a cruz no boletim de voto e outros 10% que admitem votar em branco ou nulo, duplicando o valor registado no início desta sondagem diária. São sobretudo eleitores que, na primeira volta, votaram em João Cotrim de Figueiredo.
Entre quem tenciona votar em António José Seguro, um em cada três admite que é para afastar André Ventura. Já entre aqueles que escolhem em Ventura, um em cada quatro afirmam que é para afastar Seguro.
António José Seguro é considerado pela larga maioria (60%) como aquele que será mais independente dos partidos políticos, contra os 20% que apostam em Ventura.
"Estabilidade" e "responsabilidade" permanecem as palavras mais associadas ao voto.
Mais de 90% consideram Seguro será o vencedor das Presidenciais, contra os 6% que apontam Ventura.
Ficha Técnica
De 31 de janeiro e 2 de fevereiro foi recolhida diariamente pela Pitagórica para a TSF/JN e TVI/CNN Portugal, uma subamostra de um mínimo de 202 entrevistas representativa do universo eleitoral português tendo por base os critérios de género, idade e região. O resultado do apuramento dos últimos três dias de trabalho de campo, implica uma amostra 608 indivíduos que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.
O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as presidenciais. A taxa de resposta foi de 48,43% e a direção técnica é da responsabilidade de Rita Marques da Silva.