Portugal reconhece Guaidó como Presidente interino. E o Governo vai explicar porquê

epa07315394 (FILE) - Juan Guaido, President of the Venezuelan Parliament, poses after he announces that he assumes executive powers, in Caracas, Venezuela, 23 January 2019 (reissued 24 January 2019). Venezuela has fallen into a new deep political crisis after National Assembly leader Juan Guaido declared himself interim president of Venezuela 23 January and promised to guide the country toward new election as he consider last May's election not valid. Many Heads of State and governments have recognized Guaido as president, among them US President Donald Trump, Canadian Government and Brazil President Jair Bolsonaro. Nicolas Maduro became president in 2013 after the death of Hugo Chavez and was sworn in for a second term on May 2018. Venezuela has been facing an economic and social crisis where the inflation, according to the document of the National Assembly, has reached 80.000 per cent per cent in 12 months and the shortages of basic items have lead millions of people into poverty while according to reports up to three million Venezuelans have left the country since 2014. EPA/MIGUEL GUTIERREZ
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O Governo português reconhece Juan Guaidó "como Presidente encarregado de convocar eleições livres e justas na Venezuela".
"O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, dá uma conferência de imprensa, hoje, às 12h00, para explicar a posição portuguesa de reconhecimento de Juan Guaidó como Presidente encarregado de convocar eleições livres e justas na Venezuela", escreve o Governo em comunicado.
Portugal junta-se assim a outros países europeus, como Espanha, Reino Unido, Suécia, Dinamarca e França, que já esta segunda-feira reconheceram o presidente do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, como presidente interino , após expirar o prazo de oito dias para que o presidente Nicolás Maduro convocasse eleições presidenciais.
Portugal, Espanha, França, Alemanha, Holanda e Reino Unido tinham dado oito dias a Maduro para convocar eleições, um prazo que terminou no domingo: "Será feito aquilo que o ultimato diz, que é reconhecer a autoridade do presidente da Assembleia Nacional [Juan Guaidó], nos termos da Constituição venezuelana", disse na sexta-feira Augusto Santos Silva.