Ventura defende que calamidade devia ter sido decretada mais cedo e acusa Governo e Marcelo de "desaparecimento"

O candidato à Presidência da República, André Ventura
Créditos: Tiago Petinga/Lusa
André Ventura referiu a visita que o primeiro-ministro faz esta quinta-feira às áreas mais afetadas e considerou que Luís Montenegro "já devia ter tomado essa iniciativa, assim como decretado o estado de calamidade"
O candidato presidencial André Ventura defendeu esta quinta-feira que o Governo devia ter decretado mais cedo a situação de calamidade na sequência dos danos provocados pela tempestade Kristin e defendeu que nestas alturas os políticos "devem estar presentes".
O candidato a Presidente da República, e líder do Chega, acusou o Governo e Marcelo Rebelo de Sousa de "um certo desaparecimento" e defendeu que "este é daqueles momentos em que os agentes políticos devem estar presentes e não estar ausentes".
André Ventura referiu também a visita que o primeiro-ministro faz esta quinta-feira às áreas mais afetadas e considerou que Luís Montenegro "já devia ter tomado essa iniciativa, assim como decretado o estado de calamidade".
"O Governo tem que facilitar o acesso dessas empresas, dessas pessoas, dessas entidades, a apoios. Isso acontece permitindo que o estado de calamidade seja decretado", defendeu.
O candidato falava aos jornalistas à chegada à primeira ação de campanha do dia, a visita à Taipina Export, uma empresa de comercialização de frutas em Cantanhede, distrito de Coimbra.
À tarde, também Ventura vai a Leiria visitar "uma das zonas afetadas pela tempestade", uma ação inserida na campanha da segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro.
Questionado se essa iniciativa de campanha pode ser lida como aproveitamento político, o candidato contornou a questão e disse querer "estar ao lado das pessoas", e apelou também "a que todos os políticos com responsabilidade estejam e venham ao lado das pessoas".
Perante a insistência dos jornalistas, acabou por se afastar do local onde estava a falar à comunicação social.
O Governo decidiu hoje em Conselho de Ministros decretar a situação de calamidade "nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin", divulgou o gabinete do primeiro-ministro, que visita os distritos de Leiria e Coimbra.
