Sondagem diária: maioria confia em Seguro para enfrentar crises, Ventura reconhecido na pressão para mudança e respostas na Saúde

José Coelho/Lusa
Na sondagem diária da Pitagórica para TSF/JN, TVI/CNN Portugal, António José Seguro mantém vantagem (embora desça ligeiramente) e é considerado o melhor para gerir uma situação de crise seja do Orçamento, de um caso como da Spinunviva ou até de pressões sobre a base das Lages. Ventura só recupera terreno na pressão para mudar o sistema e a Saúde
Nesta sondagem, que já inclui o dia do único frente a frente desta segunda volta, António José Seguro perde quase três pontos para os 58%, mas surge ainda 30 pontos acima de André Ventura que sobe para os 28%.
Esta vantagem traduz-se também na forma como os inquiridos avaliam a capacidade de Seguro para enfrentar crises e pressionar o Governo.
Questionados sobre quem saberia enfrentar melhor uma crise orçamental, um conflito prolongado das forças de segurança ou um caso como aquele da Spinunviva, que envolveu o primeiro-ministro, bem acima de 60% escolhem António José Seguro, enquanto André Ventura ronda os 20%.
O mesmo acontece quando se refere a hipótese de os Estados Unidos pressionarem Portugal a ceder um maior controlo da base das Lajes, nos Açores: 65% consideram que Seguro defenderia melhor os interesses nacionais, 24% apostam em Ventura.
A margem mais estreita ocorre quando se pergunta quem seria melhor a pressionar o Governo fosse para mudar o sistema político, ou para melhorar o setor da Saúde.
Nestas questões, Seguro ainda leva uma vantagem, mas Ventura recupera terreno. No caso da pressão para reformas, Seguro tem 52% e Ventura 38%. Já sobre a Saúde, 56% citam António José Seguro como o melhor para pressionar o Governo a dar resposta aos problemas, enquanto 31% escolhem André Ventura.
Ficha técnica
De 26 a 28 de janeiro foi recolhida diariamente pela Pitagórica para a TSF, JN e TVI CNN Portugal, uma subamostra de um mínimo de 202 entrevistas representativa do universo eleitoral português tendo por base os critérios de género, idade e região. O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, implica uma amostra 608 indivíduos que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.
O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores Portugueses, sobre temas relacionados com as presidenciais. A taxa de resposta foi de 48,29% e a direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva.