BE denuncia "recuo enorme" do PS na saúde e fala em "desautorização" a Costa

Bloquistas alertam para o impacto que o recuo dos socialistas em relação às PPP na saúde pode ter sobre o SNS.

O Bloco de Esquerda fala de um retrocesso e de uma desautorização do primeiro-ministro no que diz respeito à alteração proposta pelo PS ao projeto do Governo acerca da nova Lei de Bases da Saúde, sendo que está em causa o fim das parcerias público-privadas na Saúde.

De forma a tentar evitar um veto do Presidente da República, o PS não propõe, na alteração que fez, o fim das PPP na Saúde. Perante esta atitude, o Bloco de Esquerda, - que reclamava ter um acordo com o Executivo que garantia o fim das PPP na saúde assim que os contratos vigentes chegassem ao fim - classifica esta alteração, na voz do deputado de Móises Ferreira, de retrocesso.

"É um recuo enorme em relação a tudo o que já tinha sido acordado. É um recuo enorme em relação às PPP, é um recuo enorme na relação entre público e privado, é um recuo enorme em relação ao caminho que estava a ser feito de valorização do Serviço Nacional de Saúde e dos seus profissionais", atirou o deputado, acusando o PS de ter abandonado "o caminho de reforço do SNS que estava a ser construído".

Em declarações à TSF, o deputado do BE considera que o grupo parlamentar socialista desautorizou o primeiro-ministro mas aponta algo pior: essa atitude está a causar dano ao SNS.

"Sobre o dissenso entre o PS e o Governo do PS, achamos que o partido terá que o resolver entre si. Agora, o que nos precupa aqui no meio é que esta desautorização do grupo parlamentar do PS ao primeiro-ministro coloca em maus-lençóis o SNS", destaca Moisés Ferreira.

Esta redação do PS, ao não proibir em absoluto as PPP na saúde, não coincide com a tese que vinha sendo difundida pelo BE ao longo dos últimos dias.

Na segunda-feira a coordenadora do BE, Catarina Martins, repetiu a ideia de que o partido acordara com o Governo o fim de novas PPP na gestão de hospitais quando terminarem os contratos atualmente em vigor.

Na semana passada, o BE apresentou em conferência de imprensa propostas de alteração à Lei de Bases da Saúde que reclamou terem sido acordadas com o Governo, com o executivo a afirmar horas depois que "não fechou qualquer acordo com um partido em particular" nesta matéria.

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