Reunião de emergência do Governo já terminou. Lá de dentro não saiu nada, a não ser uma foto

A única coisa que se sabe do que se passou foi através do Instagram do primeiro-ministro, que revelou duas imagens da reunião urgente que o próprio convocou.

Terminou a reunião que o primeiro-ministro convocou de emergência. Os membros da coordenação política do Governo juntaram-se esta sexta-feira para uma reunião de trabalho que arrancou depois da hora marcada e durou cerca de duas horas.

A reunião contou com a presença do ministro das Finanças, Mário Centeno, do ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, do ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, da ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, do secretário de Estado da Presidência, Tiago Antunes.

Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS, substitui Carlos César, que se encontra nos Açores.

A alteração ao decreto do Governo sobre a contagem do tempo de serviço dos professores contou com os votos contra do PS, mas teve o apoio de todas as outras forças políticas, estipulando que o tempo de serviço a recuperar são os nove anos, quatro meses e dois dias reivindicados pelos sindicatos docentes.

Na noite quinta-feira, em declarações ao jornal Público , o líder parlamentar do PS, Carlos César, abriu a porta a uma eventual demissão do Governo, na sequência desta decisão do Parlamento.

"É legítimo pensar-se que o PS não pode assumir responsabilidades de Governo quando entende que as políticas a que fica obrigado tornam essa gestão insustentável", declarou Carlos César. Isto, já depois de Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, ter avisado da "enorme gravidade" da situação criada e - em declarações ao mesmo diário - ter afirmado que este "é o maior aumento da despesa da legislatura", que terá "um impacto brutal no Orçamento do Estado".

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Notícia atualizada às 14h13

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