Abrantes enfrenta "chuva permanente": "derrocada em passeio pedonal", queda de muralha de castelo e "estradas intransitáveis"

Créditos: Facebook Município de Abrantes
O autarca espera cooperação da Infraestruturas de Portugal e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional para os restauros
A chuva dos últimos dias provocou derrocadas e aluimentos de terras em Abrantes, com a preocupação principal a centrar-se num talude junto à ponte rodoviária sobre o Tejo. Na região, algumas estradas apresentam ruturas e os campos "estão saturados".
O presidente da câmara municipal, Manuel Valamatos, explica à TSF que "a derrocada aconteceu na zona do passeio pedonal, num dos lados da ponte do Tejo". A infraestrutura, "fundamental à vida da comunidade e do território", já está a ser monitorizada pela Infraestruturas de Portugal.
"Cremos que logo que haja condições possam iniciar a intervenção para preservar e qualificar aquele espaço", sublinha o autarca, referindo-se à zona do talude.
Outra das preocupações do município de Abrantes é a queda de parte da muralha do Castelo de Abrantes, que levou, inclusive, ao encerramento do Jardim do Castelo: "Vai ser um problema que vamos ter de resolver com as entidades competentes. Estamos a falar de uma estrutura de interesse nacional."
Manuel Valamatos espera colaborar com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional com o intuito "de encontrar mecanismos para a sua recuperação".
A realidade em Abrantes continua difícil: "São muitas as ocorrências de deslizamento de terras, de derrocadas, os terrenos continuam muito ensopados, continua a chover de forma permanente e persistente."
"As nossas ribeiras estão com os caudais muito elevados, os campos estão completamente saturados e várias estradas continuam intransitáveis, porque estão submersas", lista o autarca, prosseguindo: "Algumas estradas estão condicionadas, e algumas mesmo encerradas, devido aos aluimentos de terra e quedas de árvores que arrancaram a estrutura."
