
Créditos: António Pedro Santos/Lusa
Agora são prioritárias "telhasol 10 e 12, telhões para telhasol, telha Marselha antiga, telha Margon Juncal (esquerda e direita), telha Umbelino Monteiro, telha CS - modelo F2 e telhões para telha CS"
O Município de Leiria apelou esta terça-feira para a doação urgente de telhas, material necessário para a reconstrução de casas afetadas pela depressão Kristin.
Numa nota de imprensa, a Câmara salienta que as telhas são "indispensáveis para dar resposta às necessidades de reconstrução das habitações afetadas pelos danos provocados pela depressão Kristin".
Segundo a autarquia, agora são prioritárias "telhasol 10 e 12, telhões para telhasol, telha Marselha antiga, telha Margon Juncal (esquerda e direita), telha Umbelino Monteiro, telha CS - modelo F2 e telhões para telha CS".
A Câmara salienta que "a entrega destes materiais, desde que em bom estado de conservação, é fundamental para permitir uma resposta eficaz aos pedidos de apoio apresentados pelos munícipes".
A entrega deve ser feita no Armazém Solidário, localizado no Mercado do Falcão, junto ao aeródromo de Leiria, diariamente entre as 09h00 e as 17h00, local que também é de recolha de outros "materiais de construção, assegurando o apoio direto às famílias nos trabalhos de reconstrução das suas habitações".
Os munícipes que necessitem de apoio podem dirigir-se ao Armazém Solidário, por onde passaram já cerca de quatro mil pessoas, para pedir materiais.
À agência Lusa, o vereador Carlos Palheira adiantou que a câmara está com alguma dificuldade em ter aquele tipo de telhas e telhões, referindo que já adquiriu e também tem apelado à solidariedade de empresas, que têm oferecido.
"Quem tem telhas em casa e não as consegue fazer chegar, pelo menos sinalize o modelo de telha e diga onde é que estão, que nós vamos tentar encontrar forma de ir buscá-las à casa das pessoas, caso seja uma necessidade o modelo em questão", adiantou Carlos Palheira.
O autarca agradeceu a todos os que têm doado telhas, "um gesto de solidariedade imensa", destacando que "contribuem, de alguma forma para o bem-estar de pessoas".
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
