
Leonor Cipriano
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O advogado de Leonor Cipriano quer que o Tribunal de Faro volte a chamar a mãe de Joana. Em causa estão suspeitas de que Leonor Cipriano terá sido drogada. O regresso do julgamento das alegadas agressões à mãe de Joana por inspectores da Polícia Judiciária ficou marcado por este pedido da acusação.
O objectivo do advogado de Leonor Cipriano, Marcos Aragão Correia, é que o tribunal apure se a sua cliente foi ou não injectada com uma droga para «perturbar a sua capacidade de determinação e livre manifestação da vontade».
«Ela não se recorda da data, mas disse-me que efectivamente foi levada para o Hospital de Faro e que, sem a informarem de absolutamente nada, de que substância é que era, sem recolherem a sua autorização» e sem consentimento, «injectaram-na com uma substância que ela não sabe o que era», explicou Marcos Aragão Correia.
O companheiro de Leonor Cipriano, Leandro Silva, outra testemunha arrolada pela acusação, tem-se afirmado vítima de tortura pela PJ e apresentou um documento hospitalar comprovativo de agressão.
«Existe um documento hospitalar que prova isso e eu já requeri ao tribunal que pedisse o processo clínico ao Hospital de Portimão quanto a essa entrada nas urgências. O Leandro foi espancado pelos arguidos no mesmo dia em que a Leonor foi e nesse recibo hospitalar consta exactamente isso, ou seja, entrada no Hospital de Portimão, no dia 15 de Outubro de 2004, no mesmo dia em que a Leonor diz que foi torturada e como causa do episódio de urgência, nesse recibo consta agressão», afirmou a defesa da mãe de Joana.
Para além destas testemunhas, o requerimento da acusação juntou outras, entre as quais, o ex-director nacional da PJ, Alípio Ribeiro.
O julgamento das alegadas agressões a Leonor Cipriano por inspectores da Polícia Judiciária regressou esta quinta-feira à tarde ao Tribunal de Faro, para que não haja interrupção de prova, continuando depois em Janeiro de 2009.