Árvores caídas "emaranhadas" com fios elétricos em Coimbra deixam "milhares de pessoas" sem energia e água

O vento causado pela passagem da depressão Kristin destruiu várias aeronaves e o hangar da empresa de manutenção do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto, em Coimbra, causando prejuízos superiores a um milhão de euros
Créditos: Paulo Novais/Lusa
À TSF, a autarca Ana Abrunhosa adianta que o levantamento dos danos será feito "em breve", com a esperança de que o Governo estabeleça uma linha de apoio, à semelhança do que aconteceu durante os incêndios deste verão
A Câmara de Coimbra dá conta de um cenário devastador na sequência da passagem da depressão Kristin. Os danos dizem sobretudo respeito à queda de árvores e linhas de média tensão, que deixaram "milhares de pessoas" sem eletrcidade, água e comunicações. A prioridade da autarquia é agora restabelecer os serviços e reabrir as várias estradas que ficaram cortadas.
É a presidente da câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, que detalha a situação. Em declarações à TSF, conta que a "maior preocupação" é, junto da E-Redes, encontrar soluções para restabelecer a energia na região, bem como desobstruir as estradas, uma tarefa que exige não só a presença dos bombeiros, mas também da própria E-Redes, já que as árvores que caíram estão "emaranhadas" com os fios dos postes elétricos.
Por conta da dimensão da destruição, as escolas foram encerradas. "Não era seguro circular", assegura a autarca, que vinca que, a par disto, os transportes urbanos de Coimbra não puderem circular e o metrobus só conseguiu fazê-lo a partir da manhã desta quarta-feira apenas na parte urbana.
"Há um conjunto de sinalética que ainda não está a funcional da parte do metrobus. Portanto, cuidado quando os veículos atravessam a via de circulação do metrobus", aconselha, acrescentando que o aeródromo "está totalmente destruído", sendo que entre "sete a oito aeronaves" também ficaram inoperacionais.
Ana Abrunhosa tem, contudo, esperança de que os estabelecimentos de ensino possam abrir as portas já na quinta-feira, uma vez que estes edifícios foram sobretudo afetados pela queda de árvores no exterior dos recintos. Além disso, é esperado que os autocarros possam também circular nas principais vias.
Apesar da força da tempestade, não há vítimas registadas. Mas, ainda que "praticamente todas" as casas da freguesia de Assafarge tenham ficado sem telhados, os desalojados foram prontamente acolhidos "pela sua família alargada".
A autarca, que é também vice-presidente da Associação Nacional dos Municípios destaca ainda que falou logo pela manhã desta quarta-feira com o ministro da Economia e Coesão Territorial, sublinhando a abertura do Governo para apoiar a população local. Ana Abrunhosa está, por isso, confiante de que seja estabelecida uma linha de apoio, à semelhança do que aconteceu durante os incêndios deste verão.
"Vamos todos fazer o levantamento dos danos e em breve reuniremos para perceber os apoios, porque, face aos valores dos prejuízos, acreditamos que o Governo terá aqui uma linha de apoio, como aconteceu nos incêndios. Mas vamos falando", revela.