O presidente da Associação dos Cidadãos Automobilizados está a favor da colocação de imobilizadores electrónicos anti-álcool nos veículos, mas alerta que essa medida não pode ser aplicada isoladamente.
O ministro alemão dos Transportes defende a aplicação a nível europeu de um dispositivo que impede o motor de arrancar caso o condutor tenha excesso de álcool no sangue.
Confrontado com esta hipótese, o presidente da Associação dos Cidadãos Automobilizados considerou que se trata de um sistema vantajoso, até porque o álcool é uma das principais causas da sinistralidade.
«Tem grandes vantagens», porque «um dos grandes factores da sinistralidade é a associação do consumo de álcool à condução, para além do excesso de velocidade», comentou.
Manuel João Ramos lamentou que «os vários governos desde 2001» tenham «fechado os olhos a um problema que é crescente, que é o aumento exponencial do consumo de álcool entre os jovens».
Esse sistema, a aplicar, deve surgir integrado num pacote de medidas de prevenção, advogou.
«Estamos infelizmente demasiado habituados a medidas avulsas.
Não faz sentido que a introdução dos bloqueadores de álcool surja sem um conjunto de medidas complementares», defendeu, apesar de prever que tal não aconteça.
Para Manuel João Ramos, é urgente uma política estratégica de redução do consumo de álcool, até porque «o aumento do consumo de álcool entre a população jovem subiu nos últimos anos para cima de 20 por cento», aproximando-se quase de «um problema de carácter epidémico no país».
Segundo dados divulgados esta semana, em 2010, 21 pessoas foram detidas por dia por conduzirem com excesso de álcool no sangue.