
Foto: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens (arquivo)
A Carris estima que a lentidão vai aumentar, pelo menos, até Junho do próximo ano
Nunca os autocarros da Carris andaram tão devagar como em 2025 e, pelo menos até Junho do próximo ano, vai ser ainda pior. Os dados constam do Plano de Actividades e Orçamento da Carris para 2026. Citado pelo jornal Público, o relatório indica que, este ano, a velocidade média de circulação foi de 13,66 km/hora, a mais lenta de sempre na rede de autocarros que serve a cidade de Lisboa.
Em contraciclo, os eléctricos andaram um pouco mais depressa em 2025: em média, 7,44 km/hora, em comparação com os 7,18 km/hora do ano passado.
A Carris estima que a lentidão vai aumentar, pelo menos, até Junho do próximo ano. No primeiro trimestre, os autocarros vão abrandar para uma velocidade média de 13,58 km/hora. Entre Abril e Junho, a média será de 13,65 km/hora e, apenas no final de 2029, deverão ser atingidos os 13,9 km/hora.
O aumento do tráfego rodoviário depois da pandemia e o início de grandes obras na cidade de Lisboa são razões apontadas para a lentidão dos autocarros. Em causa, estão, por exemplo, o plano de drenagem da cidade, as obras de construção do túnel entre Monsanto e Santa Apolónia e da Linha Circular do Metro.
No entanto, há também milhares de carros a circular nos corredores bus ou estacionados junto às paragens dos autocarros. Em apenas seis meses, a Carris detectou mais de três mil viaturas em infracção. Ainda assim, a empresa prevê um aumento da procura no próximo ano, com a entrada em funcionamento de novos autocarros e tripulantes.
A Carris estima que transportou, este ano, quase três milhões de passageiros.
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