O bloquista Luís Fazenda considera que o aumento da contestação em Portugal é inevitável, ao passo que o comunista Vasco Cardoso diz que esta será maior ou menor consoante a «natureza e dimensão da ofensiva» contra os trabalhadores.
O líder parlamentar do Bloco de Esquerda considerou, esta quarta-feira, inevitável o aumento da contestação social em virtude de um agravamento da situação económica em Portugal.
Numa referência ao «sector financeiro», Luís Fazenda lembrou ainda que «aqueles que beneficiaram até hoje dos privilégios da sociedade não só têm a fatia de leão do que é o empréstimo externo como não têm qualquer contributo social para a resolução desta crise».
Por seu lado, Vasco Cardoso, da Comissão Política do PCP, diz que esta contestação será maior ou menor dependendo dos ataques que forem, lançados aos direitos dos trabalhadores.
«Vai ser a própria política do Governo que criará as condições para que se intensifique o protesto e a luta usando os trabalhadores todos os instrumentos que a Constituição da República consagra», explicou.
Vasco Cardoso entende ainda que «os trabalhadores e o povo português é que determinarão» esta luta, que «será de acordo com a natureza e dimensão da ofensiva que vier a ser colocada».
Estas declarações surgiram após uma reunião destes dois partidos com o novo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que está a preparar o Conselho Europeu, de quinta e sexta-feira.