Para a CGTP não se pode pensar apenas no primeiro ano de vida da criança, logo as medidas são insuficientes. Já a UGT entende que as propostas são apenas um bom começo.
«A primeira matéria que precisa de ser tratada imediatamente é assegurar uma política que garanta a estabilidade e segurança no emprego, um salário adequado às necessidades das pessoas e, a partir daqui, os nossos jovens já podem organizar melhor as suas vidas, planificar o seu futuro, nomeadamente no que respeita aos filhos», defende Arménio Carlos.
Em declarações à TSF, o secretário geral da CGTP acrescenta ainda que é necessário «assegurar a efetivação dos direitos de maternidade e maternidade, que na maior parte dos casos não são respeitados» e repor o abono de família.
Sobre o relatório que hoje foi apresentado, Arménio Carlos defende que «o acompanhamento dos filhos não se faz só durante um ano», o que torna esta medida «provisória».
Contactada pela TSF, Lina Lopes, presidente da Comissão de Mulheres da UGT, afirma que não se pode pensar em dinheiro quando se fala do futuro do país. As medidas apresentadas são um bom começo, mas há muito a fazer.
«Diminuição do IMI, diminuição do IRS, casas maiores», estão entre algumas ideias defendidas pela UGT. «Porque não diminuir aos pais que têm dois ou três filhos o tempo de reforma», sugere ainda Lina Lopes.