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O presidente do Colégio dos Médicos da Costa Rica classifica de confuso o processo que levou à contratação pelo anterior governo português de nove clínicos costa-riquenhos.
O grupo está em Portugal há quatro meses a receber salário mas sem exercer a profissão por não ter a carta de reciprocidade.
As autoridades portuguesas garantem que a situação pode ser desbloqueada pela Ordem dos Médicos de Portugal que, por sua vez, remete para a congénere costa-riquenha.
Em declarações à TSF esta quarta-feira, o presidente do Colégio dos Médicos da Costa Rica explicou que a instituição não tem poderes para passar a carta de reciprocidade, porque primeiro terá de ser assinado um convénio entre os ministérios da Saúde dos dois países.
«Deviam ter comunicado com o Ministério da Saúde da Costa Rica para fazer o convénio e depois o Colégio dos Médicos ajudaria na selecção do pessoal. Mas nós não temos de fazer qualquer acordo com o governo português», explicou.
Segundo Alexis Castillo Gutiérrez, «o problema foi quando os médicos chegaram a Portugal e lhes pediram a carta de reciprocidade», que o Colégio de Médicos da Costa Rica não podia dar. «Tem de ser o Ministério da Saúde da Costa Rica», acrescentou.
«Estamos preocupados com os nove médicos que estão em Portugal e vamos tentar falar com a ministra da Saúde da Costa Rica para tentar resolver o assunto», assegurou.
Notícia corrigida às 01.41.