Da comida ao aquecimento, desalojados de Santarém "bem recebidos" no pavilhão municipal

Créditos: TSF
Em declarações à TSF, Ozeias Barbosa, morador na Ribeira de Santarém, conta que há "alimentação, cama, mantas, aquecedor": "Não há nada para reclamar"
Em Santarém, dezenas de pessoas que têm casas próximas ao rio foram obrigadas a sair e passaram a noite no pavilhão municipal. Foi o caso de Ozeias Barbosa, morador na Ribeira de Santarém, que, em declarações à TSF, garante que, da comida ao aquecimento, não tem "nada a reclamar" da casa temporária.
"Por volta das 16h25 [de quinta-feira], os bombeiros chegaram e a água estava a subir muito rápido e pediram para sairmos. Ajudaram-nos a pegar nos nossos pertences, ajudaram-nos a subir os móveis para o andar de cima da casa do vizinho e trouxeram-nos aqui para o alojamento. E fomos muito bem recebidos e acolhidos", conta à TSF Ozeias Barbosa, sublinhando que "não falta nada".
"Temos alimentação, cama, mantas, aquecedor, não temos nada para reclamar", afirma. "Tem sempre alguém para nos servir, sempre alguém a procurar se falta alguma coisa, estamos muito bem amparados aqui."
Ozeias mora em Santarém, mas trabalha em Tomar. "Hoje não foi possível ir trabalhar, mas na segunda-feira não sabemos. Acho que até lá deve ter voltado ao normal", acredita, adiantando que não lhe foi dado um prazo para ficar no pavilhão municipal.
Quando foi obrigado a sair de casa, a água estava "a 50 ou 60 centímetros de altura", agora "já está em 1,2 metros, quase na metade da porta". "Os bombeiros dizem que a água está a baixar, mas pode voltar a subir esta noite. Deram uma previsão de que até segunda-feira a água pode baixar, mas não é nada certo", adianta.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.