"É um projeto necessário." Águas do Algarve entregam estudo ambiental para dessalinizadora

Leonardo Negrão/Global Imagens (arquivo)
O presidente da empresa explica à TSF que o projeto passará pela utilização de energias renováveis.
A empresa Águas do Algarve entregou o estudo de impacto ambiental para a construção de uma dessalinizadora na região e está agora à espera da permissão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para a abertura do concurso.
"É um projeto necessário para o Algarve, atendendo às alterações climáticas que se têm vindo a sentir nas últimas décadas e que se fazem sentir mais intensamente nestes últimos anos. É, sem dúvida, um projeto necessário para o Algarve e que nos dá maior garantia ao nível do abastecimento. É um projeto para o abastecimento público, previsto para o consumo humano colmatar a falta de água que se tem vindo a sentir nas nossas barragens ao nível da água superficial, mas também ao nível de água subterrânea e, por isso, é uma das soluções que o plano de eficiência hídrica do Algarve aponta", disse à TSF o presidente da empresa, António Eusébio.
O líder das Águas do Algarve explica como irá funcionar: "Falamos num líquido, numa água com um maior teor de sal. Portanto, em cada cerca de 2 m³, digamos, metade será rejeitado e, portanto, essa volta para o mar. E o estudo que foi feito aponta para que não haja nenhuma interferência nessa zona, onde ele depois acaba por ser diluído novamente na massa de água marítima, cumprindo todos os normativos, cumprindo todas as regras que são definidas nestas condições, para não criar nenhum impacto naquele local e conseguimos a rejeição sem afetar o meio ambiente."
O estudo de impacto ambiental defende a construção da central de dessalinização entre Albufeira e Loulé e o presidente das Águas do Algarve garante que o impacto ambiental vai ser acautelado.
"As Águas do Algarve estão a preparar um projeto de neutralidade energética por forma a conseguirmos minimizar o efeito do impacto do consumo energético que estas soluções têm, porque são altamente consumidoras de energia. Nos estudos que realizamos até agora foram previstas soluções de produção de energia que, posteriormente, também em simultâneo com o lançamento dos concursos, serão também incluídas nesses projetos. Minimizando assim esse consumo", afirma António Eusébio.
As energias renováveis serão a alternativa: "Produção de energia através de energia solar. Neste caso para a dessanilizadora, numa primeira fase, mas depois temos outras soluções que podem vir a passar pela solução de energia eólica ou mesmo pela produção de energia hídrica."
Além desta central, o plano de eficiência hídrica do Algarve prevê outras medidas para enfrentar os períodos de seca da região.