
Créditos: Homem de Gouveia/Lusa (arquivo)
O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições tinha alertado que, segundo a Lei Eleitoral, se as urnas não reabrirem até ao máximo de três horas de paragem, a votação seria encerrada e os votos não seriam contabilizados nos resultados finais. Este prazo terminava por volta das 12h00
A votação para a segunda volta das eleições presidenciais na freguesia de Bidoeira de Cima, no concelho de Leiria, foi "restabelecida" por volta das 11h48 deste domingo, depois de ter estado suspensa durante quase três horas devido a uma falha no fornecimento de eletricidade.
Por volta das 09h00, a Câmara Municipal de Leiria anunciou que a eleição tinha sido "temporariamente suspensa" devido à falta de combustível nos geradores. Fonte da junta de freguesia sublinhou, contudo, à TSF que essa tarefa não é responsabilidade da autarquia e explicou que a secção de voto na freguesia de Bidoeira de Cima está situada numa sala com pouca iluminação natural e, por isso, era essencial ter energia elétrica para continuar a atividade.
O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), André Wemans, alertou que, segundo a Lei Eleitoral, se as urnas não reabrirem até ao máximo de três horas de paragem, a votação seria encerrada e os votos não seriam contabilizados nos resultados finais. Este prazo terminava por volta das 12h00.
André Wemans revelou ainda que nas duas mesas de voto estão inscritos 2132 eleitores.
Segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE), a votação para a segunda volta foi adiada em todas as seis freguesias de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, bem como nas quatro freguesias de Arruda dos Vinhos e nas três freguesias da Golegã, no distrito de Santarém.
Além destes três concelhos sem qualquer voto no passado domingo, também foi adiada a votação em duas secções de voto de Santarém, numa freguesia e numa secção de Rio Maior, e ainda numa freguesia do Cartaxo, numa freguesia de Salvaterra de Magos e noutra de Leiria.
São, no total, oito municípios abrangidos pelo adiamento de eleições. Nas 20 freguesias e secções de voto em causa estão inscritos, de acordo com a CNE, 36.852 eleitores.
A lei eleitoral não prevê o adiamento generalizado das eleições.
É já conhecido desde domingo passado o vencedor das eleições, António José Seguro, que segundo os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna foi eleito Presidente da República com 66,83% dos votos expressos, contra 33,17% de André Ventura.
Antes da votação deste domingo em 20 freguesias e secções de voto, António José Seguro, antigo secretário-geral do PS, passou os 3,48 milhões de votos, enquanto o presidente do Chega, André Ventura, teve mais de 1,72 milhões de votos.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também centenas de feridos e desalojados.
As tempestades que têm atingido Portugal provocaram a destruição de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações.
As regiões Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até este domingo em 68 concelhos.
Na primeira volta das presidenciais, em 18 de janeiro, disputada por 11 candidatos, António José Seguro, apoiado pelo PS, foi o mais votado, com 31,11% dos votos expressos, seguido de André Ventura, apoiado pelo Chega, que teve 23,5%.
João Cotrim Figueiredo, apoiado pela IL, ficou em terceiro, com 16%, Henrique Gouveia e Melo em quarto, com 12,32%, e Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD, em quinto, com 11,30%.
O atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016, cessará funções em 09 de março, data em que António José Seguro tomará posse perante a Assembleia da República.
Os anteriores presidentes eleitos em democracia foram António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006) e Aníbal Cavaco Silva (2006-2016).
