
Agostinho Branquinho
A escolha de Agostinho Branquinho, antigo homem forte da Ongoing no Brasil, para secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, não foi pacífica.
Esta escolha causou mesmo forte perplexidade entre as fontes da maioria contactadas pela TSF ao longo do dia.
Algumas dessas fontes dão como certo que a não recondução do secretário de estado do emprego, Pedro Roque, estaria relacionada com a escolha de Agostinho Branquinho, e que o atraso na entrega dos nomes em Belém teria sido causado pelas tentativas de convencer Pedro Roque a ficar no governo...
Contactado pela TSF, Pedro Roque desmente essas informações, garante que tem as melhores relações pessoais e políticas com Agostinho Branquinho, e afirma que sai do governo, ao fim de apenas seis meses de trabalho na secretaria de estado do emprego, apenas porque pretende retomar a liderança dos TSD, os Trabalhadores Social Democratas, uma tendência da UGT.
Pedro Roque confirmou à TSF que chegou a ser convidado para continuar no cargo pelo ministro Pedro Mota Soares, mas recusou porque já tinha decidido o regresso aos TSD. Perante esta decisão irrevogável, avançou para a secretaria de estado do emprego Octávio Félix de Oliveira, Presidente do IEFP.
Outra originalidade desta remodelação de secretários de estado passa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Rui Machete, o novo ministro, ainda não escolheu todos os membros do gabinete dele.
Os nomes dos secretários de estado que vão trabalhar com Rui Machete no Palácio das Necessidades não constam da lista entregue à presidência da República.
Fonte do executivo, contactada entretanto pela TSF, garante que os nomes vão ser anunciados ainda esta noite, ou o mais tardar amanhã até às 10h00.