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O Governo português reiterou que não tem, até ao momento, «quaisquer indícios» de escutas dos Estados Unidos a entidades nacionais.
Em resposta a questões da agência Lusa, fonte do gabinete do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que «o Governo não tem, até ao momento, quaisquer indícios de que tenham existido escutas a entidades portuguesas» e garantiu que «não existe cooperação institucional» entre os Serviços de Informações da República Portuguesa (SIRP) e as agências de espionagem norte-americanas.
Para o Executivo, não se justifica por isso chamar o embaixador dos Estados Unidos em Portugal, numa «diligência formal destinada a prestar esclarecimentos», como fizeram os governos alemão e espanhol.
A fonte do gabinete do primeiro-ministro esclareceu também que «não existe cooperação institucional» entre o Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP) e a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, em resposta a notícias divulgadas na quinta-feira pela imprensa portuguesa sobre uma listagem elaborada pela agência norte-americana, em que Portugal é incluído.
«A atividade e as missões do SIRP - que engloba o SIED [Serviço de Informações Estratégicas de Defesa] e o SIS [Serviço de Informações de Segurança] e é tutelado diretamente pelo primeiro-ministro - encontram-se definidas por lei e são naturalmente acompanhadas pelo próprio Governo e supervisionadas pelo Conselho de Fiscalização eleito pela Assembleia da República», refere a resposta do gabinete de Passos Coelho à Lusa.
De acordo com uma notícia do jornal espanhol El Mundo, citada na quinta-feira pela imprensa portuguesa, Portugal surge numa lista de 20 países com quem a NSA mantém uma «colaboração focada» para a partilha de informações.