INEM com novo sistema de atendimento: definidos cinco níveis de prioridades de socorro

Gustavo Bom/Global Imagens (arquivo)
Os casos urgentes têm um tempo de regosta previsto de 18 minutos, enquanto que os poucos urgentes têm de aguardar até 120 minutos. O utente é informado sobre qual a prioridade que lhe é atribuída
O INEM começou esta sexta-feira a aplicar um novo sistema de atendimento das chamadas recebidas nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), que prevê cinco níveis de prioridade, à semelhança da triagem usada nos hospitais.
O objetivo é "enviar a ambulância certa para a pessoa certa na hora certa", adiantou à agência Lusa o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), salientando que este novo modelo é idêntico ao que é já aplicado em vários países.
Na prática, foram definidos cinco níveis de prioridade - emergente, muito urgente, urgente, pouco urgente e não urgente -, com a classificação a resultar da avaliação clínica que é realizada pelos profissionais do CODU, com base na informação recolhida durante a chamada para 112.
Segundo Luís Mendes Cabral, a partir de esta sexta-feira, cada prioridade atribuída a um doente passa a corresponder tempos de resposta definidos, considerando que isso vai permitir uma gestão mais rigorosa dos meios de emergência disponíveis.
A prioridade emergente, para situações de risco de vida iminente, implica uma resposta imediata, com o envio de meios de suporte básico de vida, articulados com suporte imediato ou avançado de vida.
Para os casos muito urgentes, com risco clínico elevado, o novo sistema prevê a chegada do primeiro meio de socorro ao local até 18 minutos.
As situações urgentes, com risco de agravamento clínico, têm um tempo resposta até 60 minutos, com envio de um meio de suporte básico de vida, enquanto as pouco urgentes, associadas a risco clínico baixo, preveem uma chegada ao local de meio de suporte básico de vida em até 120 minutos.
Já na prioridade 5, para os casos considerados não urgentes e que não implicam o envio de meios de emergência, a chamada é transferida de imediato para a linha SNS 24, que disponibiliza o aconselhamento e o encaminhamento adequados.
Este novo sistema vai permitir acionar os meios do INEM de uma forma "muito mais eficaz e com segurança", salientou o presidente do instituto.
O utente que ligue para o CODU passa também a ser informado sobre a prioridade que lhe foi atribuída, o tempo de resposta estimado de resposta e o encaminhamento definido, numa "aposta clara na transparência e na gestão das expectativas de quem recorre ao 112", adiantou o INEM.
Além disso, será também solicitado, caso a vítima apresente uma alteração dos sinais relatados ou o aparecimento de um novo sintoma, que volte a ligar para o 112.
"O novo modelo contribui ainda para a sustentabilidade do Sistema Integrado de Emergência Médica, ao permitir que os meios disponíveis sejam utilizados de forma mais eficiente e direcionados para as situações mais graves", referiu o instituto.
