
Estabelecimento Prisional de Évora
Global Imagens/Luis Branco
Por seu turno, João Perna vê medida de coação alterada para termo de identidade e residência, com apresentações periódicas.
O ex-primeiro-ministro José Sócrates vai continuar em prisão preventiva no âmbito do processo "Operação Marquês". Num comunicado enviado às redações, João Araújo indica que foi hoje notificado, pelas 12:45, do despacho do juiz de instrução Carlos Alexandre, recusando-se a revelar o teor da decisão, alegando segredo de justiça.
João Araújo adianta que não fará qualquer comentário público sobre o teor do despacho, «antes de poder recolher» de José Sócrates «os seus pontos de vista e as instruções», que irá «obter no curto prazo que se justifica e impõe».
«Posso, em todo o caso, antecipar que o engenheiro José Sócrates nada espera, seja para o que for, do senhor procurador da República ou do senhor juiz de instrução», comentou o advogado.
O ex-motorista do antigo primeiro-ministro, João Perna, viu a medida de coação de prisão domiciliária ser alterada para liberdade provisória, mediante apresentação semanal à autoridade policial.
João Perna está ainda impedido, por decisão do juiz Carlos Alexandre, de viajar para o estrangeiro e de contactar com os restantes arguidos.
Fonte ligada ao processo, citada pela agência Lusa, adianta ainda que o empresário Carlos Santos Silva também se mantém em prisão preventiva.
Dos quatro arguidos iniciais, sobra ainda o advogado Gonçalo Trindade Ferreira, que não ficou detido, logo de início, mas que está impedido de contactar com os restantes arguidos.
Paulo Lalanda de Castro, um advogado e gestor da empresa farmacêutica para onde trabalhava José Sócrates, terá também sido constituído arguido, mas permanece em liberdade.
Ainda a aguardar decisão está o recurso apresentado pela defesa de José Sócrates, no Tribunal da Relação de Lisboa, um recurso que não terá decisão antes de meados de março.