
Luís Marques Guedes
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A criação do novo Instituto Português do Desporto e da Juventude permitirá a redução de 112 para cerca de 43 cargos dirigentes e poderá levar a despedimentos.
A fusão do Instituto do Desporto de Portugal e do Instituto Português da Juventude, a dissolução da Movijovem e a extinção da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (FDTI) foi decidida esta quinta-feira em Conselho de Ministros e já tinha sido anunciada no passado dia 29.
Após a reunião desta quinta-feira, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes, referiu que a alteração diminuirá o número de cargos dirigentes e que há a estimativa de poupança «directa e imediata» de 14 milhões de euros.
Marques Guedes admitiu estar «prevista alguma redução» do número de funcionários, mas que só depois dos diplomas entrarem em vigor serão conhecidos pormenores, como qual o número de funcionários a dispensar e se será através de despedimento.
A decisão de juntar os organismos ligados à juventude e ao desporto é justificada pela promoção da «racionalização dos meios».
A FDTI e a Movijovem apresentavam «resultados líquidos negativos acumulados e não demonstravam capacidade para gerar receitas próprias», alega.