Oito cirurgias canceladas na ULS Região de Leiria por causa da gripe esta quarta-feira

Artur Machado/Global Imagens (arquivo)
A procura pelas urgências da ULS tem disparado. Esta semana, a média ficou nos 220 utentes atendidos por dia
Oito cirurgias não prioritárias foram canceladas esta quarta-feira na Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria, na sequência da elevada afluência às urgências devido ao aumento de casos por doença respiratória.
A informação foi avançada à TSF, pela diretora clínica da instituição, Catarina Faria, que explica que a ULS ficou sem camas disponíveis.
"O programa cirúrgico passa para ambulatório, porque não tínhamos camas e precisávamos destas camas para os doentes", afirma.
A procura pelas urgências da ULS tem disparado. Esta semana, a média ficou nos 220 utentes atendidos por dia.
Quanto ao tempo de espera, esteve entre as 2h30 e as 3h00. No entanto, com o reforço das equipas, foi possível diminuir para 1h00.
"Hoje [quarta-feira], com o reforço das equipas, com o plano que se fez ontem, até diminuiu para 1h00", revela.
A ULS da Região de Leiria anunciou esta quarta-feira a obrigatoriedade do uso de máscara para utentes, acompanhantes e profissionais nos seus espaços, e a suspensão da atividade não urgente.
"Esta medida visa travar a cadeia de transmissão de vírus respiratórios e garantir maior proteção dos doentes e dos profissionais de saúde", referiu a ULS.
Ainda segundo esta entidade, "o reforço agora implementado inclui também a suspensão da atividade não urgente, permitindo aumentar a capacidade de internamento e reforçar as equipas do serviço de Urgência, numa fase de elevada pressão".
"O nível 1 [de um total de quatro] do Plano de Contingência foi ativado na semana passada, em resposta ao aumento significativo de procura dos serviços de saúde, sobretudo devido a situações respiratórias", esclareceu.
Portugal entrou em fase epidémica de gripe com tendência crescente, registando um aumento de casos confirmados, incluindo internamentos em cuidados intensivos, alertou na sexta-feira o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa).
O Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe e outros Vírus Respiratórios do Inça revela que na semana de 24 a 30 de novembro se observou um aumento na taxa de incidência das infeções respiratórias agudas graves em comparação com as semanas anteriores, atingindo 10,5 casos por 100 mil habitantes.
Já na segunda-feira, a ministra da Saúde garantiu que o Serviço Nacional de Saúde está preparado para responder ao aumento dos casos de gripe que se prevê para as próximas semanas.
"Posso assegurar que as nossas instituições estão preparadas e articuladas, desde os hospitais e centros de saúde ao INEM, à Direção-Geral da Saúde e ao Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, e à Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, para dar a melhor resposta possível aos portugueses, desde a prevenção até ao tratamento", disse Ana Paula Martins, adiantando que, em Portugal, regista-se "uma atividade gripal crescente nas últimas semanas, já com impacto visível nas unidades de saúde".
