
Crédito: Artur Machado (arquivo)
O presidente da freguesia diz à TSF que há bastante comunicação, "quase ao minuto", através de grupos de WhatsApp: "Deixa-nos mais calmos e com alguma segurança"
Perto de Coimbra, no início da reportagem estava sol, no final começou a chover torrencialmente. O presidente da Junta de Freguesia de Torres do Mondego, Nuno Carvalho, afirma à TSF que "o perigo está na zona ribeirinha", apesar de existirem ali poucas casas.
Nuno Carvalho considera que o sinal de perigo é "caso a água do rio comece a fazer um tampão e subir", o que, para já, não se verifica. "Se a água não fluir, a zona da Ribeira da Miserela pode alagar. Existem duas casas que podem ter água a entrar", refere.
"Ainda ontem [quinta-feira] tivemos reunidos todos. Existe muita comunicação através do telefone, mensagens constantes através do WhatsApp. Somos informados pelas entidades quase ao minuto no grupo. Isso tem resultado numa informação que nos deixa mais calmos e com alguma segurança."
A TSF falou ainda com Norberto, que tem um café naquela freguesia, numa zona mais acima do nível da água do rio Mondego. O proprietário acredita que não será afetado por uma eventual inundação: "[A água] mantém-se baixa até ao momento. Mas será que a barragem vai fazer uma descarga fora do normal? A meu ver, podia já ter feito essa descarga desde ontem [quinta-feira]."
Já no centro de Coimbra, quando de manhã apenas estavam alguns agentes da PSP, foi instalado depois um posto de comando dos sapadores bombeiros da região. A TSF tentou falar com o comandante, que disse não poder prestar declarações. Também se encontra no local um veículo pesado, com grandes mangueiras, para retirar a água, evitando inundações.