Pombal apela ao racionamento da água e defende prolongamento do estado de calamidade devido à tempestade

Créditos: Paulo Cunha/Lusa
Em declarações à TSF, a vereadora da Proteção Civil da câmara de Pombal deixa vários pedidos à população
Mais de 70% do concelho de Pombal continua sem água e, por isso, a autarquia apela ao racionamento para quem já tem o abastecimento reposto. Em declarações à TSF, a vereadora da Proteção Civil, Carolina Jesus, revela que surgiram problemas inesperados quando foram ligados os geradores para retomar o abastecimento nas torneiras.
"À medida que foram colocados os geradores nos pontos principais para garantir o abastecimento de água, também verificámos que houve muitas ruturas e, portanto, houve um trabalho inglório de colocar o gerador de água e depois não chegar às pessoas", explica à TSF Carolina Jesus.
Questionada sobre se, tal como já pediu o autarca de Leiria, o estado de calamidade deveria ser prolongado, a vereadora responde afirmativamente: "Sem dúvida, nós não vamos conseguir nos próximos dias ter todas as condições."
A câmara de Pombal conta cerca de 30 desalojados, que estão a encontrar abrigo junto das famílias. A Cruz Vermelha vai também instalar uma zona de acolhimento com capacidade para uma centena de pessoas. É, sobretudo, uma zona de apoio para as equipas que estão a trabalhar no terreno.
A vereadora da Proteção Civil da câmara de Pombal deixa ainda vários pedidos à população, desde logo, o racionamento da água.
"Quem já tem água, faça um uso racionado. E há uma mensagem muito importante agora que vai sendo feita essa reposição da energia elétrica, que é uma especial atenção aos fios elétricos, que estão, muitos deles, com água e é importante que as pessoas mantenham os quadros elétricos desligados até que haja uma efetiva reposição de energia para evitar pequenos incêndios", acrescenta.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
