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Estudo revela que apenas 27% mudaram hábitos alimentares nos últimos anos, apesar de saberem que o sal pode provocar doenças cardiovasculares. Portugal é um dos países onde se consome mais sal.
Os portugueses conhecem cada vez melhor, os problemas causados pelo excesso de sal, mas apenas um quarto alteraram os hábitos alimentares. A conclusão é de um estudo da Sociedade Portuguesa de Hipertensão que tentou perceber o que mudou nos últimos anos.
O trabalho é apresentado esta quinta-feira num congresso nacional no Algarve e leva os especialistas a pedirem rótulos menos confusos que ajudem a mudar hábitos antigos.
A proposta da Sociedade Portuguesa de Hipertensão prevê cores simples, mas obrigatórias, que representem a quantidade de sal e acabem com os rótulos cheios de números que «quase ninguém consegue interpretar». O presidente, Fernando Pinto, diz que seria uma ótima forma de travar o consumo de uma substância que potencia as doenças cardiovasculares, uma das principais causas de morte e incapacitação de pessoas em Portugal.
O estudo revela que 78% dos portugueses conhece bem as consequências negativas de uma alimentação com sal em excesso. Contudo, apenas 27% mudou os hábitos de consumo. Fernando Pinto diz que, «tal como no tabaco, as pessoas têm a noção que o sal faz mal mas falta... a tomada de decisão». Uma decisão difícil pela informação complexa dos rótulos, bem como pela «cultura portuguesa» que segundo o especialista está cheia de «almoços, lanches, jantares ou negócios decididos à mesa... que nos levam a estar viciados em sal».