Programa do Turismo de Portugal assegura "alojamento temporário" a vítimas das tempestades. Consulte aqui

Pedro Castanheira e Cunha/Lusa
O presidente avança que já estão prontos a atribuir "13 empreendimentos turísticos associados ao programa, em 12 concelhos espalhados pelo território", tendo já associados 180 quartos para o alojamento
O Turismo de Portugal anunciou esta terça-feira um novo programa de alojamento de emergência em estabelecimentos turísticos para as populações afetadas pelas tempestades. Até ao momento, estão disponíveis 180 quartos.
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Em declarações à TSF, o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, afirma que o programa denominado "O Turismo acolhe" pretende "criar condições para que as populações desalojadas possam encontrar nos empreendimentos turísticos que estão associados ao programa um alojamento temporário, onde possam passar esta fase".
O presidente avança que já estão prontos a atribuir "13 empreendimentos turísticos associados ao programa, em 12 concelhos espalhados pelo território", tendo já "associados 180 quartos para o alojamento".
Os beneficiários serão pessoas com residência principal num dos concelhos abrangidos pelo estado de calamidade e cuja necessidade de alojamento temporário seja comprovada por "uma declaração emitida pelas respetivas câmaras municipais".
Dirige-se ainda a trabalhadores de entidades públicas e associações destacados para os trabalhos para a reconstrução nos concelhos em causa, desde que as despesas não estejam cobertas pelas respetivas entidades.
"É um programa que está a crescer muito rapidamente e o que é importante agora é poder fazer chegar essa oferta às populações", sublinha Carlos Abade.
A gestão integral do programa vigora até 28 de fevereiro, mas o despacho prevê a possibilidade de ser prorrogado" em função da evolução da situação e da avaliação das necessidades, explica Carlos Abade.
"Neste momento, estamos focados na sua implementação e em fazê-lo chegar o mais depressa possível aos empreendimentos, para poderem aderir, e essa adesão está a ser feita muito rapidamente. Depois é preciso fazê-lo chegar às pessoas para poderem usar este mecanismo", assevera o presidente. A adesão dos estabelecimentos turísticos é voluntária e constitui condição necessária para a integração das respetivas unidades nesta resposta de emergência.
O Turismo de Portugal assume também o pagamento às empresas aderentes que pretenderem aceder ao apoio financeiro, assim como a monitorização da correta implementação da medida.
A lista atualizada dos empreendimentos aderentes, bem como toda a informação sobre o programa e o processo de adesão das empresas, encontra-se disponível nos canais oficiais do Turismo de Portugal.
"Assente na capacidade instalada do setor do turismo e no seu papel enquanto fator de coesão económica e social, o programa mobiliza entidades exploradoras de empreendimentos turísticos e de alojamento local para disponibilizarem unidades de alojamento, em regime temporário e excecional, com apoio financeiro assegurado pelo Turismo de Portugal", avança a entidade em comunicado.
Notícia atualizada às 19h19 com as declarações do presidente do Turismo de Portugal
