
Global Imagens/Pedro Rocha
PSD, PS e CDS-PP interromperam por uma hora a reunião que realizavam com vista ao acordo proposto pelo PR. Espera-se que os trabalhos se prolonguem pela noite dentro.
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Os representantes do PSD, PS e CDS precisaram de mais tempo para analisarem com detalhe as propostas escritas que trouxeram para esta quarta reunião. Foi esse o motivo que levou a uma interrupção dos trabalhos.
As delegações dos três partidos assumem, em comunicado, que precisam de aprofundar o estudo dos contributos entregues pelos três partidos.
Fontes partidárias, contactadas pela TSF, adiantam que esta tem sido a reunião mais dura, uma negociação difícil por ser mais detalhada.
Além disso, é uma reunião que ficou marcada por uma mensagem de telemóvel eviada aos jornalistas pelo gabinete oficial do Partido Socialista.
No decurso da reunião, o PS assumiu uma posição crítica denunciando intransigência negocial por parte da maioria. Os socialistas denunciaram que «desde a primeira hora desta negociação estava a haver a uma intransigência absoluta do PSD e CDS-PP em manter os cortes de 4,7 mil milhões de euros» (da reforma do Estado).
E isso, para o PS, provocaria efeitos nefastos evidentes na economia do país.
Agora, o PS altera a posição. Neste mais recente comunicado, divulgado pouco antes das 22h00, todos, incluindo o PS sublinham que as negociações estão a decorrer sem intransigência.
Assumem que estão a ser conversações exigentes, mas há espírito de abertura.
A TSF sabe que as crítica do PS feita em plena reunião à porta fechada foi mal recebida pelas delegações da maioria. Foram surpreendidos com esta mensagem do PS, que furou o sigilo até agora mantido por todas as comitivas.
Se a ideia era pressionar o outro lado, ou seja, os partidos da maioria a ceder, o efeito não é claro, mas certo é que as negociações vão continuar.
Depois de uma interrupção de cerca de uma hora, os trabalhos hão de prolongar-se noite dentro.