"Semana muito curta para os alunos": escolas poderão encerrar dois dias consecutivos

Igor Martins/Global Imagens (arquivo)
Além da greve geral desta quinta-feira, sindicatos da Função Pública convocaram uma greve para sexta-feira. À TSF, Filinto Lima alerta para o "grande transtorno para os pais, que veem a vida virada do avesso"
As escolas poderão estar encerradas dois dias consecutivos durante esta semana. Em causa está a greve geral, convocada para quinta-feira, e o protesto dos funcionários públicos, na sexta.
Em declarações à TSF, o presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, reconhece que a greve dos funcionários públicos no dia 12 - que afeta também o setor da justiça e autarquias - pode ter uma expressão significativa, sobretudo no que diz respeito ao ensino pré-escolar e do primeiro ciclo.
"São escolas pequenas, com poucos funcionários - até devido ao número de alunos - e, quando falta um ou dois funcionários, as escolas não podem abrir", explica.
Contudo, o "grande impacto" é esperado na quinta-feira (11 de dezembro), dia de greve geral, por ser esperada uma adesão maior.
"Esta vai ser uma semana muito curta para os nossos alunos", conclui Filinto Lima.
Esta segunda-feira, por ser feriado, os alunos também não vão às aulas. Por este motivo, a vida escolar só deverá acontecer, com normalidade, na terça e quarta-feira.
"Isto poderá causar alguns prejuízos, dependendo se as escolas abrem ou não aos nossos alunos, mas provoca grande transtorno aos nossos pais porque veem a vida virada do avesso, porque não é só um dia em que a escola pode estar fechada - poderão ser dois dias consecutivos", salienta.
A CGTP e a UGT convocaram uma greve geral para 11 de dezembro, em resposta à proposta de reforma da legislação laboral apresentada pelo Governo, sendo a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da 'troika'.

