Situação na Venezuela vai ser debatida em Conselho de Estado. MNE admite González como Presidente

Foto: Reprodução Presidência
O Conselho de Estado está marcado para dia 9 de janeiro. Paulo Rangel afirma que a "primeira preocupação do Governo é a comunidade portuguesa"
O Presidente da República reuniu-se este sábado com o primeiro-ministro e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, por videoconferência, sobre a situação da Venezuela, e foi acordado levar o tema ao Conselho de Estado de sexta-feira.
Segundo uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, a reunião do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro Paulo Rangel, aconteceu este sábado ao fim da tarde "para analisar o futuro na sequência da situação na Venezuela e, em particular, no que diz respeito à muito numerosa comunidade portuguesa".
"Foi também acordado acrescentar este ponto à reunião do Conselho de Estado de dia 9 de janeiro", lê-se na mesma nota.
Já numa publicação na rede social X, o primeiro-ministro escreveu: "Estamos focados no futuro e no restabelecimento de uma democracia plena onde os venezuelanos escolham livremente o seu futuro Não tendo reconhecido os resultados das eleições de 2024, tomamos nota das declarações e garantias do Presidente Donald Trump e constatamos o papel dos EUA na promoção de uma transição estável, pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela com a maior brevidade possível."
Luís Montenegro destacou ainda que o Executivo está a "acompanhar em permanência e desde o primeiro momento a situação na Venezuela, com atenção particular à segurança e ao bem-estar" da comunidade portuguesa e que a embaixada de Portugal em Caracas e os consulados no país "estão plenamente mobilizadas para acompanhar" os cidadãos portugueses.
MNE admite González como Presidente da Venezuela
Depois da reunião, Paulo Rangel falou aos jornalistas e disse que a "primeira preocupação do Governo é a comunidade portuguesa". Elogiou ainda "a maturidade e serenidade" dos português perante a "incerteza" na Venezuela.
"Estamos em contacto com os membros da nossa comunidade", afirmou, adiantando que, até ao momento, não há registo de portugueses feridos, ou "qualquer incidente".
Em nome do Governo depois de ter estado reunido com Luís Montenegro e Marcelo Rebelo de Sousa, Paulo Rangel assumiu: "Estamos preocupados com presos-políticos."
Paulo Rangel não respondeu diretamente se o Governo acha ou não a intervenção ilegítima e questiona: "Qual é a solução? É evidente que ninguém quer o regresso de Maduro. (...) É preciso iniciar um processo de transição para a democracia." Para o ministro, Edmundo González "é a opção preferível".
"Terá de haver um processo de pacificação", defendeu.
