Trinta rádios atingidas pelas tempestades: associação de radiodifusão pede geradores

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A Associação Portuguesa de Radiodifusão calcula que os prejuízos nas emissoras atingidas pelas tempestades chegam aos 500 mil euros e pede apoios ao Governo. Assinala-se, esta sexta-feira, o Dia Mundial da Rádio
"Não é preciso pagar nada para ouvir a rádio. Não é preciso ter internet, não é preciso ter energia. A rádio está disponível para todas as pessoas." O presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), Luís Mendonça, recorda o papel decisivo que a rádio pode ter em situações de catástrofe, como as que estão a ser vividas, depois da passagem de várias tempestades pelo país.
A devastação também atingiu 30 emissoras locais: dez no distrito de Leiria e 20 nos distritos de Lisboa, Porto, Viana do Castelo, Vila Real, Santarém e Setúbal. O levantamento foi feito pela APR, que estima em meio milhão de euros os prejuízos em rádios que ficaram sem emissão, "com torres que caíram e ficaram muito danificadas". Algumas estações retomaram as emissões apenas online, porque "o equipamento desapareceu".
Luís Mendonça questiona: "Onde está o apoio às rádios?" na lista de medidas anunciada pelo Governo. A questão vai ser feita ao Executivo, com o pedido para que sejam garantidos geradores que permitam continuar a emitir, em situações de emergência.
O presidente da APR recorda que, no ano 2000, a atribuição de geradores esteve nos planos do Governo, mas "o plano não foi retomado" pelos governos seguintes. Luís Mendonça assume que o setor está "cansado" de esperar, até porque já se mostrou disponível para integrar os planos de Proteção Civil.
A própria Proteção Civil recomenda que no kit de emergência seja incluído um rádio a pilhas. Por isso, "não se compreende que ainda não se tenha percebido que a rádio pode ser decisiva neste tipo de situações [de emergência]", conclui Luís Mendonça.
Assinala-se, esta sexta-feira, o Dia Mundial da Rádio.