Diques do Mondego: "É preciso uma manutenção mais exigente e cuidadosa no futuro"

Créditos: Paulo Novais/Lusa
Em Entrevista à TSF, Armando Silva Afonso, engenheiro e especialista em recursos hídricos, descarta que a falta de manutenção esteja ligada ao problemas dos diques do Mondego e explica as medidas necessárias para evitar que estas infraestruturas rebentem com o fluxo de água.
Depois de um dos diques da margem direita do Rio Mondego, na localidade de Casais, ter cedido à pressão da água, Armando Silva Afonso, presidente da Assembleia da Região Centro da Ordem dos Engenheiros, especialista em recursos hídricos e que esteve envolvido na construção dos diques no Baixo Mondego, lembra esta não a primeira vez que o dique de Casais acaba por rebentar. A situação não é muito diferente do que aconteceu há 25 anos.
"A primeira vez que isso ocorreu foi exatamente no local onde ocorreu agora, mas na outra margem. Do lado esquerdo do rio em Casais, sobre a autoestrada. Agora, ocorreu no mesmo local, em Casais, do lado direito", conta.
O engenheiro sublinha que há medidas que podem ser tomadas para que estes diques no Mondego ganhem outra força na retenção de águas e entende que o problema não está relacionado com a falta de manutenção. Para o futuro, Armando Silva Afonso considera que é preciso "uma manutenção mais exigente e cuidadosa".