Várias cidades portuguesas realizam marchas e debates pelo "fim da violência contra as mulheres"

Foto: Rui Oliveira/Global Imagens (arquivo)
Em declarações à TSF, a presidente da UMAR, Liliana Rodrigues, refere que a iniciativa é "uma ação coletiva e pública de forma a reivindicar todas as formas de combate à violência contra as mulheres"
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O Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres é esta terça-feira assinalado em várias cidades como Lisboa, Porto, Faro, Viana do Castelo, Viseu, Leiria, Funchal, Figueira da Foz com marchas, debates e concentrações.
As manifestações decorrem um dia depois de ter sido revelado que pelo menos 24 mulheres foram assassinadas em Portugal este ano até 15 de novembro, 21 das quais como resultado de violência de género, segundo o Observatório de Mulheres Assassinadas da União de Mulheres Alternativa e Resposta.
À TSF, a presidente da UMAR, Liliana Rodrigues, afirma que o objetivo das marchas é mostrar que a violência contra as mulheres é inaceitável. "É uma ação coletiva e pública de forma a reivindicar todas as formas de combate à violência contra as mulheres, que é dos números mais alarmantes em Portugal e a nível Internacional", explica à TSF Liliana Rodrigues, deixando um apelo ao Parlamento para não aceitar, nem normalizar discursos de ódio, sob pena de se estar a construir um futuro mais perigoso para as mulheres.
"Tenho algum receio que o financiamento seja reduzido, nomeadamente na área da violência contra as mulheres. Esta narrativa do ódio relativamente à diferença ou à diversidade é alarmante e preocupante e pode fazer com que haja maior legitimação das pessoas agressoras em cometer determinado crime ou práticas abusivas", considera.
Liliana Rodrigues lembra que, além da violência física e sexual, as mulheres são também alvo de violência psicológica, nomeadamente no namoro. "Controlar com quem é que a pessoa sai, dizer que não pode ir com uma determinada roupa. O controlo, a manipulação, a ameaça, ou seja, esta forma de violência contra estas pessoas, de alguma maneira, fazem com que a pessoa se sinta diminuída na sua individualidade, na sua forma de estar e de se relacionar com as outras pessoas", sublinha.
Em Lisboa a "Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres" é organizada por 18 associações feministas. Em Faro, 300 alunos também vão realizar uma marcha que inclui várias escolas com o objetivo de "reforçar a educação para a igualdade e a prevenção da violência de género junto da comunidade", disse Carla Alves à agência Lusa.
Já em Viana do Castelo o Coletivo4900 e o Projeto Petúnia organizam uma concentração na Praça da República.
