Cabaz de compras emagrece para a maioria dos portugueses

A sondagem da Aximage para a TSF-JN-DN revela que 59% dos inquiridos, que dizem sentir o aumento dos alimentos, reduziram ou mesmo cortaram alguns produtos no carrinho das compras.

O Executivo de António Costa arrecada este mês mais opiniões negativas na "resposta do Governo à crise" - a pergunta que é feita todos os meses teve em junho um expressivo aumento de 17 pontos percentuais. Se em maio 29% dos inquiridos adiantavam que a resposta à crise estava a ser má ou muito má, agora, em junho, são 46% que o dizem.

No mesmo sentido, são menos os que apontam a resposta à crise como boa ou muito boa. Em maio eram 26% agora, esse apoio desceu para 14%, o que leva 89% dos inquiridos a defenderem a "necessidade de novas medidas", entre as quais a criação de limites aos aumentos dos preços de bens essenciais (67%) e baixar os impostos (60%).

Os investigadores procuraram este mês respostas especificas para seis temas que vão desde o aumento do custo de vida; qual maior impacto do aumento do custo de vida; passando pelo aumento dos combustíveis e o seu impacto no dia a dia; e o aumento dos produtos alimentares e o seu impacto.

O aumento dos produtos alimentares é sentido por 68% dos portugueses e destes 40% dizem que passaram a olhar mais aos preços e 34% reduziu mesmo o consumo de alguns produtos, havendo mesmo 25% que confessam ter deixado de colocar alguns produtos no cabaz de compras.

Por outro lado, uma maioria de 58% dos portugueses que confessa usar o carro admite que deixou de passear ao fim de semana e 23% admite que anda mais a pé.

Quanto ao aumento das taxas de juros no crédito à habitação, 44% dos inquiridos que possuem esta solução financeira (32% do total) apontam que o peso nos orçamentos familiares vai ser "grande" e "muito grande".

É ainda assinalar que 57% dos inquiridos na sondagem assumem ter adiado uma grande compra ou despesa avolumada devido à crise mundial, um adiamento que se vai manter, pelo menos, até final do ano. E isso vai desde o adiar da viagem de férias (30%), à compra de um eletrodoméstico novo (23%), passando pela compra de um carro (21%).

A maior fatia do impacto do aumento do custo de vida vai, de acordo com 78% dos inquiridos, para a conta do supermercado e para a fatura dos combustíveis.

Mas ainda há quem duvide que houve aumento do custo de vida. Só 3% dos inquiridos nega a existência desse aumento.

FICHA TÉCNICA

A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF, Jornal de Notícias e Diário de Notícias com o objetivo de avaliar a opinião dos portugueses sobre temas relacionados com economia.

O trabalho de campo decorreu entre os dias 14 e 19 de junho de 2022. Foram recolhidas 804 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal.

Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo, grupo etário e escolaridade. À amostra de 804 entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 3,46%.

A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio.

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