Centros de emprego já sentem "avalanche" de desempregados

Numa altura em que não há filas físicas mas apenas virtuais, quem trabalha nos centros de emprego diz que nunca viu tanta procura por subsídios de desemprego como nas últimas semanas.

O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público de Emprego e Formação Profissional afirma que, em mais de trinta anos de carreira em centos de emprego, nunca viu um aumento tão abrupto e repentino dos pedidos de subsídio de desemprego.

Numa altura em que o atendimento no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) está limitado, as 'filas' já não se fazem à porta, mas, sim, pelo telefone ou pela internet, Marçal Mendes detalha à TSF que não têm mãos a medir para tanto trabalho.

Há muitos pedidos de recém desempregados, sobretudo de quem estava em contratos a prazo que não foram renovados, mas também uma "enorme incidência" de contratos que estavam no início e que antes do fim do período experimental foram interrompidos pelas empresas.

Marçal Mendes refere ainda que existem alguns despedimentos coletivos de quem tem contratos sem termo, mas estão longe de ser a maioria.

O presidente do sindicato dos trabalhadores do IEFP recorda que, até à crise da Covid-19, o país estava num nível baixo de desemprego, mas as últimas semanas nos centros de emprego são um sinal de que a mudança já começou e a alta velocidade.

Marçal Mendes admite uma "avalanche" de pedidos de subsídio de desemprego e recorda que trabalha há mais de três décadas nesta área e que nunca viu nada assim. "Mesmo na crise de 2008-2009 e nos anos seguintes, houve um enorme impacto na atividade económica e no emprego, mas uma coisa assim penso que é inédito", conclui o presidente do sindicato dos trabalhadores do serviço público de emprego.

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