FMI piora previsões para a economia portuguesa

Fundo Monetário Internacional reviu em baixa as projeções para o PIB, que deverá crescer 3,9% em 2021, em vez dos 6,5% calculados em outubro - e abaixo dos 5,4% estimados pelo governo. Desemprego atinge 7,7%.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal deverá crescer 3,9% em 2021. A projeção é do Fundo Monetário Internacional (FMI), que reviu assim em baixa as estimativas de crescimento da economia portuguesa: em outubro, a instituição liderada por Kristalina Georgieva apontava para uma recuperação de 6,5%.

A projeção para 2022 não foi alterada, mantendo-se nos 4,8%, o que significa que o país deverá nesse ano recuperar o PIB de 2019.

No relatório de perspetivas económicas globais os economistas do fundo não justificam a revisão, que aponta para números piores do que os do governo. O executivo estima um crescimento de 5,4% em 2021 - número que deverá ser revisto já na próxima semana, quando o governo entregar o Programa de Estabilidade em Bruxelas.

O crescimento luso em 2021 ficará assim abaixo da média da zona euro, que atingirá 4,4%, A recuperação portuguesa será mais fraca que a espanhola (+6,4%), francesa (+5,8%), irlandesa (4,2%) eslovaca (4,7%) ou italiana (+4,2%), mas mais forte que a alemã (+3,6%), holandesa e austríaca (ambas com 3,5%), grega (3,8%), lituana (3,2%) ou eslovena (3,7%).

Em 2022 o PIB português vai aquecer mais do que a média de 3,8% dos países do euro.

A taxa de desemprego deverá atingir 7,7% em 2021 e 7,3% em 2022 depois de em 2020 ter ficado em 6,8%.

O PIB mundial deverá aumentar 6% em 2021 depois de uma contração de 3,3% no ano passado devido à pandemia. No ano seguinte o crescimento desacelera para 4,4%.

A recessão em 2020 foi, ainda assim, menor do que as últimas estimativas do FMI feitas em outubro, que apontavam para um recuo de 4,4%.

O FMI explica a revisão com o crescimento maior do que o esperado no segundo semestre de 2020 em grande parte do planeta, que também justifica a melhoria das estimativas para este ano e o próximo. Depois desse horizonte, o crescimento deverá rondar os 3,3%.

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