Governo prepara nova medida para apoiar salários. Pico da crise foi entre 15 de março e 15 de abril

Depois do lay-off simplificado, Governo está a criar formas de apoiar empresas a retomar a produção e a pagar salários "sem os atuais cortes".

O Governo está a preparar novas medidas de apoio aos salários que não devem sofrer os cortes agora impostos pelo lay-off simplificado, como explicou, no Parlamento, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital.

"O sucessor do lay-off, obviamente, não pode assentar no nível de cortes nos rendimentos dos trabalhadores que estão afetados neste momento. Temos de evoluir reconhecendo que as empresas estão fazer um esforço de reabertura. Vamos, portanto, continuar a apoiar as empresas, mas isso também se tem de fazer não à custa o corte dos salários no nível que temos tido".

Pedro Siza Vieira explicou, esta terça-feira, na Comissão de Economia, que o objetivo é, depois do lay-off simplificado, ajudar as empresas a regressar à atividade.

Sem desvendar pormenores sobre as medidas, que deverão ser aprovadas em Conselho de Ministros, esta semana, Siza Viera defendeu que "mais do que manter as pessoas em casa sem fazer nada", agora é preciso "um apoio aos salários."

"O Governo vai aprovar um regime de prorrogação dos apoios ao emprego. Aquilo que agora precisamos de fazer é ajudar as empresas numa retoma de atividade, [quando] ainda não têm procura ou encomendas para a totalidade da capacidade produtiva ", referiu o ministro.

Siza Vieira revelou que o Governo recebeu pedidos de apoio de lay-off "em condições de ser aprovados" por parte de 99 mil entidades empregadoras e garante que já foi concedida a verba requerida quase na totalidade.

"Foram feitos pagamentos já de 321 milhões de euros, o que corresponde a 99,9% do total de pedidos apresentados", indicou, acrescentando que foram, entretanto, recebidos pedidos de prorrogação do lay-off, mas já por menos empresas. "Neste momento, 46448 pedidos [de prolongamento do lay-off] foram deferidos e pagos 130 milhões de euros", esclareceu.

Sobre as consequências da pandemia de Covid-19 na economia portuguesa, ministro Siza Vieira adiantou que o momento mais grave já terá passado, tendo ocorrido entre 15 de março e 15 de abril.

"O impacto mais violento da crise ter-se-á verificado na segunda quinzena de março e na primeira quinzena de abril. Na segunda quinzena de março, a queda do PIB, relativamente ao período homólogo de 15 dias, terá sido de 24% a 25% de redução da atividade económica. Provavelmente, o mesmo nível se verificou na primeira quinzena de abril", revelou o ministro da Economia.

Segundo Siza Vieira, houve uma queda de 2,3% da economia no primeiro trimestre deste ano, em relação ao período homólogo, que o mesmo atribui a uma "quebra muito significativa das exportações, pelo encerramento dos mercados externos".

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