Empresas que mantiverem lay-off simplificado devem formar trabalhadores

Pedro Siza Vieira, o ministro da Economia, diz que a decisão de estender o lay-off poderá acontecer nos próximos dias. E diz que não há sinais de aumento de falências, até agora.

O Ministro da Economia garante que, se o lay off simplificado for prolongado para lá do fim de julho, será apenas para as empresas que revelas perdas relevantes e prolongadas, em relação às receitas de anos anteriores.

Pedro Siza Vieira, entrevistado pela TSF no âmbito da Semana do estado da Nação, diz que, em alguns setores "como o turismo e algumas industrias", faz sentido manter esse apoio, "porque a retoma será mais lenta".

O ministro acrescenta que esse período alargado deve ser aprovado pelas empresas para requalificar os trabalhadores, e que foram as próprias empresas que sugeriram essa contrapartida.

O Governo ainda não tem números claros que permitam tirar conclusões sobre a sobrevivência das empresas, depois da crise, mas arrisca dizer, que nesta altura, não há um aumento em relação aos números verificados em anos anteriores.

O ministro remete para depois do verão uma avaliação sobre "como é que as empresas foram capazes de suportar estes tempos, e serão capazes de se posicionarem face ao futuro".

Mais segura é a convicção do ministro em relação às vantagens dos apoios dos estados iniciados com a pandemia.

Pedro Silva Vieira não tem dúvidas em dizer que é melhor apoiar as empresas e "manter os sistemas produtivos e o emprego", mesmo que as empresas não resistam depois de os apoios acabarem, que atirar agora para o desemprego estas pessoas.

Sobre a necessidade de o estado socorrer outras empresas, o ministro da economia admite que o estado possa intervir em algumas que revelem dificuldades em sobreviver.

Pedro Siza Vieira, sem nunca falar em nacionalizações, diz que a União Europeia definiu bem os termos em que essas intervenções podem acontecer, para não ferir as regras concorrência e da transparência.

O ministro insiste e que a nacionalização da maioria do capital da Efacec, não teve a ver com dificuldades criadas pela pandemia, mas sim com o impasse acionista, motivado por um processo judicial, e que estava a causar problemas de tesouraria a uma empresa que apresenta bons níveis de crescimento.

O ministro da Economia acrescenta que espera tirar o Estado da Efacec numa questão de meses.

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