"Foi um lapso?" PSD insiste em perguntas perante não-resposta da Defesa

Quantos documentos e relatórios produzidos pela Inspeção-Geral de Defesa Nacional foram classificados de forma errada? PSD insiste nas questões para o ministério da Defesa Nacional, que respondeu não respondendo a uma primeira pergunta. "Queremos acreditar que se tratou de um lapso", diz coordenadora da Defesa do PSD à TSF.

São questões que o PSD tem e para as quais ainda não obteve resposta: quantos documentos e quantos relatórios produzidos pela Inspeção-Geral de Defesa Nacional (IGDN) foram classificados quando não deveriam ter sido? O grupo parlamentar social-democrata deu, por isso mesmo, entrada de uma pergunta na Assembleia da República a insistir com o ministro da Defesa, depois de uma primeira questão ter sido formalmente respondida, mas sem dar quaisquer dados concretos.

As dúvidas foram levantadas depois da auditoria à derrapagem dos custos nas obras do antigo Hospital Militar de Belém, cujo relatório divulgado pela TSF, em abril passado, foi classificado sem justificação para tal.

Em declarações à TSF, a coordenadora da Defesa na bancada do PSD, Ana Miguel dos Santos, lembra o caso que se arrastou durante meses sem justificações públicas para notar que "a razão que foi utilizada, e que tem que ver com obras num hospital, faz temer que haja situações semelhantes". "No ordenamento jurídico português, a classificação de segurança é excecional, não pode ser a regra", sublinha a deputada.

Esta é a segunda vez que o PSD entrega uma pergunta relativa a este assunto no Parlamento e o partido insiste porque a resposta que recebeu da parte do Governo não responde, de facto, a quantos documentos foram classificados. "Queremos acreditar que se trata de um lapso porque, se não se tratar de um lapso na resposta que recebemos agora, então há aqui uma vontade de ocultar a informação... Queremos acreditar que o Governo não está a querer ocultar esta informação", vinca Ana Miguel dos Santos.

"Pugnaremos pelo cabal esclarecimento. Temos de saber quantos relatórios têm a classificação de segurança e que possam não ter a classificação correta", conclui a deputada social-democrata, realçando que chamar o responsável da IGDN e o próprio ministro da Defesa ao Parlamento são hipóteses em cima da mesa.

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