Fundos bem gastos, visão de longo prazo e acolhimento aos imigrantes. O que disse Marcelo

O Presidente da República lembra as lições do "ouro e especiarias" para apelar a que não se desperdicem os novos fundos e, num apelo ao acolhimento, avisou: "somos uma pátria de emigrantes"

No regresso à Madeira das comemorações do 10 de junho, cerca de quinze minutos bastaram para que o Presidente da República vincasse o apelo à reconstrução pós-pandemia, a pensar no longo prazo e com uma boa gestão dos fundos comunitários.

"Esta terra exige mais de nós, que o não esqueçamos nos próximos anos, não nos limitando a remendar o tecido social ferido pela pandemia. Reconstruamos esse tecido a pensar em 2030, 2040, 2050", apelou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente fez uma alusão à História para sublinhar que os novos fundos europeus, aos quais não gosta de chamar "bazuca", devem ser utilizados "com organização, transparência, eficácia, responsabilidade, resultados duradouros".

"Este 10 de Junho interpela-nos a não desperdiçarmos os fundos que nos podem ajudar evitando deles fazer em pequeno, e por curtos anos, o que fizemos tantas vezes na nossa história com o ouro as especiarias com a prata e, mais perto de nós, com alguns dos dinheiros comunitários", avisou Marcelo, perante uma plateia onde também se encontrava o primeiro-ministro António Costa.

O Presidente quis deixar "um apelo à convergência para aproveitar recursos, recriar espírito novo de futuro para todos e não uma chuva de benesses para alguns, com olhos de interesse coletivo e não com olhos de egoísmos pessoais ou de grupo."

Nesta intervenção, no Dia de Portugal, o Presidente voltou a referir-se à questão da imigração exortando os portugueses a acolher os imigrantes e lembrando as gerações de emigrantes portugueses espalhados pelo mundo.

"Nunca nos esqueçamos disto: somos uma pátria de emigrantes e, por isso, estranho será se além de fazermos muito mais pelos nossos emigrantes, não pensarmos e sentirmos que não podemos querer para os nossos emigrantes aquilo que negamos aos imigrantes dos outros, entre nós acolhidos."

Marcelo Rebelo de Sousa recordou que são esses imigrantes que "nos dão natalidade que não temos, serviços básicos de que precisamos, contributos para a riqueza nacional de que carecemos, como aconteceu em pandemia, quando tantos desses imigrantes de outros vivendo entre nós, nos ajudaram a não parar setores inteiros como a construção civil."

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